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23/SET/2017

Pernambucanos fazem o Marco Zero ferver na folia de carnaval

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Diário de Pernambuco Publicação:03/03/2014 10:46Atualização:03/03/2014 10:48
A noite começou com a orquestra de frevo do Maestro Duda, com passistas do Balé Popular do Recife (Julio Jacobina/DP/D.A Press)
A noite começou com a orquestra de frevo do Maestro Duda, com passistas do Balé Popular do Recife

Pernambuco embaixo dos pés e a mente na imensidão. Os versos de Mateus Enter, música do disco Afrociberdelia, de Chico Science e Nação Zumbi, descrevem bem a sensação de quem assistiu aos shows no Marco Zero na virada do domingo para a segunda. A escolha da programação recaiu sobre atrações totalmente pernambucanas, com nomes de peso que mostraram porque a música feita no Estado é uma das mais prestigiadas do País. E, de todas elas, a Nação Zumbi foi a mais esperada – a banda não subia num palco havia quase dois anos.

A noite começou com a orquestra de frevo do Maestro Duda, com passistas do Balé Popular do Recife. Em seguida, Antonio Nóbrega, homenageado deste ano do Carnaval do Recife, fez homenagens a diversos compositores nordestinos em sua apresentação. O baiano Dorival Caymmi foi lembrado com a composição Marina. Já o pernambucano Dominguinhos, falecido no ano passado, teve sua trajetória revista em Tenho sede e Aconchego, tudo em ritmo carnavalesco. Por sua vez, A raposa e as uvas, de Reginaldo Rossi, ganhou uma versão em ciranda. Além do canto, a dança e a experiência de Nóbrega como brincante se sobressaíram no show.

Em seguida, Nena Queiroga subiu ao palco do Marco Zero com a missão de manter o público com o interesse aceso no frevo e, junto com o convidado Gustavo Travassos, fez uma nova homenagem a Reginaldo Rossi, com Em plena lua de mel. Depois foi a vez de Otto incendiar o público. Com uma banda de apoio que tinha nomes como o guitarrista Fernando Catatau, o cantor trouxe músicas tarimbadas de seus shows, com Ciranda de maluco e Janaína, além de arriscar uma versão de Evocação nº 1. A noite prometia dois convidados, e eles marcaram presença no fim do show. Primeiro foi Fábio Trummer, da banda Eddie, que cantou Quando a maré encher e depois Lirinha, que veio com Morte e vida Stanley, da sua antiga banda, Cordel do Fogo Encantado, e dividiu o microfone com Otto na última música, Seis minutos.

Pouco antes de seu show começar, o próprio Otto havia falado que a Nação Zumbi era “a melhor banda do Brasil”. Ao fechar o domingo no Marco Zero, o grupo mostrou que a afirmativa de Otto não é um exagero. Com pleno domínio de palco, a banda já estava com o público ganho antes mesmo da apresentação começar, pouco antes das 3h, e não decepcionou quem esperava ouvir seus maiores sucessos. O repertório já começou com as pedradas Meu maracatu pesa uma tonelada e Quando a maré encher. Músicas como Hoje, amanhã e depois e Bossa Nostra completaram a noite.

Plateia especial - Cantores e compositores como Marcelo Jeneci, Céu e China passaram o Carnaval no Recife e acompanharam os shows do domingo à noite no Marco Zero, prestigiando especialmente Otto e Nação Zumbi.

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