Brasília-DF,
22/SET/2017

Sapo Seco sai pelas ruas de Diamantina levando a multidão

O destaque fica por conta dos homens que desfilam em volta do carro alegórico

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Publicação:03/03/2014 14:34

No Sapo Seco, bloco que desfilou pelas ruas de Diamantina ontem, a maioria dos foliões estava fantasiada. (Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
No Sapo Seco, bloco que desfilou pelas ruas de Diamantina ontem, a maioria dos foliões estava fantasiada.

Milhares de foliões acompanharam ontem o Bloco Sapo Seco, um dos mais antigos de Diamantina. Ele partiu da Praça Doutor Prado e seguiu até o Largo Dom João, no Centro Histórico. A multidão era puxada por um carro alegórico com uma grande réplica de um sapo verde. Nos limites do cordão, como manda a tradição, podiam desfilar apenas homens. As mulheres seguiam do lado de fora. Havia famílias e gente de todas as idades.

A maioria dos foliões usava fantasia, como o designer gráfico Carlos Adriano Botelho, de 47 anos. Ele estava de namoradeira, com uma janela de isopor presa a seu corpo, pintada de azul, na qual ele fingia se debruçar, com o semblante sonhador. Muita gente o chamava para tirar fotos. “Espero encontrar um bom pretendente hoje”, brincou ele, que tinha uma peruca e um vestido de chita com estampa florida.

O Sapo Seco era animado por uma banda que tocava marchinhas. “O bloco desfila há 92 anos”, informou um dos organizadores, o empresário Waldner Pires, de 49, que estava vestido como uma mulher um tanto desleixada. “O carnaval deste ano está melhor, com menos gente, menos sujeira nas ruas”, acrescentou.

Em meio à alegria, o excesso no consumo de álcool levou algumas pessoas a serem atendidas no pronto-socorro da Santa Casa da cidade, para onde são encaminhados esses casos. A instituição informou que ainda não tem um balanço do número de atendimentos já realizados. “Esse número será divulgado na quarta-feira de cinzas. Já recebemos muita gente”, disse uma funcionária, sem querer se identificar.

Na ruas do Centro Histórico, onde a festa se concentra, o Estado de Minas flagrou dezenas de jovens passando mal por estarem alcoolizados. Alguns vomitavam na rua, outros precisavam ser carregados por amigos.

EXCESSOS Na madrugada de sábado, nos arredores da Rua da Quitanda, caída em um passeio, uma menina estava quase desacordada, sem conseguir falar direito. Um dos jovens que a acompanhavam disse que ela havia bebido muito. Enquanto o socorro pedido por telefone não chegava, um rapaz apoiava sua cabeça com uma das mãos, para ela não se engasgar com o próprio vômito.

Matheus Breguês Rocha, de 20, mora em Betim, na Grande BH, e está hospedado com amigos em uma república estudantil no Centro Histórico. O preço pago pela estada inclui bebida à vontade, segundo ele. “Nos dois dias de carnaval (sábado e ontem) teve ambulância indo lá para socorrer gente bêbada. Está rolando muito álcool”, disse ele, que estuda sistemas de informação. Um dos amigos, Alexandre Martins, de 27, acrescenta: “Não é só bebida. Tem ‘doce’ (gíria para ácido lisérgico), loló, tudo”.

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