Brasília-DF,
11/DEZ/2017

Milhares de foliões caíram no ritmo do samba no Marco Zero, em Recife

Comandaram a folia o grupo Fundo de Quintal, Gerlane Lops e Jorge Aragão

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Diário de Pernambuco Publicação:04/03/2014 08:11Atualização:04/03/2014 09:14
A já tradicional noite dedicada ao samba segurou milhares de foliões pernambucanos até altas horas, nesta segunda-feira (3/3), no Marco Zero, Centro do Recife, onde fica o principal polo do carnaval da cidade. Comandaram a folia o grupo Fundo de Quintal, Gerlane Lops e Jorge Aragão.

Com mais de 35 anos de carreira, os sambistas do Fundo de Quintal entoaram sucessos como Nosso grito, Amizade, O show tem que continuar, Alto lá. Em clássicos como Trem das onze, sequer precisavam cantar, tamanho era o coro do público.

"Foi muito prazeroso voltar a tocar no Recife, ver a galera sambando. Com o tempo, nosso público se renova, passa de pai para filho, e em um show como esse nós conseguimos atingir todas as gerações", disse o vocalista Mário Sérgio, que havia deixado o grupo em 2008 e retornou no ano passado. "Estamos em uma boa fase, mais soltos no palco, prestes a gravar um novo trabalho. Receber o carinho dos fãs só ajuda".

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Com a plateia já "esquentada", a pernambucana Gerlane Lops apostou em sambas conhecidos para manter o clima de festa, entre eles Obsessão, Samba do grande amor, O que é, o que é, Coração em desalinho, Não deixe o samba morrer. Mas também enveredou sem medo por outros gêneros, como quando interpretou Anunciação e Em plena lua-de-mel, homenageando Reginaldo Rossi ("um grande mestre, uma grande figura").

Antes de cantar Último regresso e Hino do elefante, explicou: "há sete anos, me prometi que em qualquer lugar onde estivesse, tocaria pelo menos um frevo. Não poderia ser diferente agora, em pleno carnaval". Sobre o espaço dedicado ao samba em meio à folia pernambucana, Gerlane disse ser maravilhoso poder contar com essa abertura. "Até porque isso não é novo em nosso estado. Há pessoas que vivem de samba em Pernambuco há 30, 40 anos. Nada mais justo".

O encerramento da noite ficou por conta do carioca Jorge Aragão. Sem muita conversa, ele surgiu no palco de mansinho e foi recebido com euforia. O repertório foi marcado por canções como Identidade, Enredo do meu samba, Amor estou sofrendo, Papel de pão, Falsa consideração e Malandro ("um samba de 46 anos, quando nenhum de vocês era nascido ainda").

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