Brasília-DF,
22/OUT/2017

Com clima espanhol em preto e branco, remake de "Branca de Neve" surpreende

No filme, não é só a fotografia monocromática ou a ausência de diálogos falados que determina a filiação ao cinema sem som

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Yale Gontijo Publicação:05/07/2013 06:02Atualização:04/07/2013 15:46

Maribel Verdú aparece como a megera da história na versão espanhola de Branca de Neve (Imovision/Divulgação)
Maribel Verdú aparece como a megera da história na versão espanhola de Branca de Neve

Nada é cansativo, nem duas horas de projeção de um filme mudo, quando a real intenção é desbancar o anacronismo de contos de fada infantis. Em Branca de Neve, filme espanhol parcamente inspirado no conto dos irmãos Grimm, o grande nome no elenco é Maribel Verdú (E sua mãe também), abandonando as personagens de boa índole para fazer a madrasta. A bruxa de Maribel é do tipo realista e não tem espelho mágico. Seu desenho de personagem está entre as liberdades tomadas pelo cineasta Pablo Berger, também autor do roteiro. Não é a única das adaptações. A história de Branca de Neve mostrada em uma película muda e em preto e branco aparece aqui com passaporte espanhol, ambientado no mundo das touradas.

Certamente, será comparado ao também mudo O artista, de Michel Hazanavicius. A diferença essencial é que o filme francês que caiu nas graças de Hollywood era mais um embuste artístico. A imitação perfeita do praticado em tempos pretéritos. Em Branca de Neve, não é só a fotografia monocromática ou a ausência de diálogos falados que determina a filiação ao cinema sem som. O diretor mostra na decupagem e no encadeamento dos planos a homenagem a um cinema esquecido e intensamente belo.

 

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