Brasília-DF,
19/OUT/2017

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro exibe filme de ficção e documentário

Avanti Popolo e Hereros Angola, ambos bastante aguardados, serão exibidos nesta sexta-feira (20/9)

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Diego Ponce de Leon Publicação:20/09/2013 06:00Atualização:19/09/2013 16:15

O veterano Carlos Reichenbach: o ator faleceu em 2012, antes da estreia de seu último trabalho (Vitrine Felmes/Divulgação)
O veterano Carlos Reichenbach: o ator faleceu em 2012, antes da estreia de seu último trabalho

Com a proximidade do fim de semana, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro inicia o período mais concorrido. Sessões lotadas, presenças especiais e o burburinho de sempre, maximizado. Nesta sexta-feira (20/9), a competição segue com o longa de ficção Avanti Popolo e com o documentário Hereros Angola, ambos aguardados e dispostos a causar candentes debates.

Anos militares

Depois de flertar com elementos autobiográficos nos curtas-metragens Avós (2009) e Oma (2011), Michael Wahrmann chega a Brasília com o primeiro longa, Avanti Popolo, que dá continuidade à discussão sobre a ditadura proposta pelos dois primeiros trabalhos.


“Ele adquiriu uma visibilidade inusitada com os curtas, principalmente com Avós, que colecionou prêmios fora do país. Estou bem ansiosa para saber o que ele aprontou com um longa”, comenta Lorena Figueira, estudante de cinema e assídua frequentadora do festival.

 


Avanti Popolo, inclusive, faz uma trajetória parecida. Antes da exibição na capital, passou por diversos países, como México, Itália e Holanda, onde foi recebido e laureado em alguns festivais. Por aqui, porém, o filme ainda não teve contato com o público e fará estreia hoje.


O enredo conta a história de um pai que espera o filho desaparecido durante a ditadura militar, há mais de 30 anos. Depois de se separar da esposa, o irmão do rapaz volta a morar com o pai. A relação se mostra fria e distante. Pai e filho passam a relembrar o ente perdido, por meio de imagens filmadas à época do desaparecimento. Assunto recorrente no cinema nacional. Fica a expectativa por um olhar inusitado.

Embate cultural

Relações extraconjugais consentidas, banhos sem água e rituais de circuncisão. Os hereros, etnia africana, apresentam hábitos excêntricos ao olhar ocidental. Coube a um pernambucano contar a história milenar desse povo.


Integrantes dos hereros contam a própria história em longa de Sérgio Guerra (Maianga Filmes/Divulgação)
Integrantes dos hereros contam a própria história em longa de Sérgio Guerra


O publicitário Sérgio Guerra estreia na direção de longas com o documentário Hereros Angola, atração desta sexta no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. “Meu pai lida com a Angola há mais de 15 anos. Soube da existência dos hereros e ficou incomodado com a ignorância dos angolanos em relação a eles. Assim, decidiu filmá-los”, revela João Guerra, produtor da fita.

A convivência, “inicialmente conturbada”, logo se tornou pacífica. “Principalmente quando passamos a contar com o aval dos líderes”, comenta João. A equipe pôde, então, registrar rituais culturais jamais gravados, como o nascimento de uma criança.



“Vale também como uma amostra da invasão da civilização, que levou doenças e vícios aos hereros, e como eles lidam com o homem branco”, diz João.

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