Brasília-DF,
22/OUT/2017

Documentário faz protestantes se levantarem contra o SeaWorld

Apontado como candidato ao Oscar, 'Blackfish - Fúria animal' retrata morte de treinadora por uma orca domesticada no parque aquático

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Estado de Minas Publicação:21/01/2014 12:11

Produtores de Blackfish - Fúria animal, Erica KhaneManny Oteyza com a diretora Gabriella Cowperthwaite (Kevork/Reuters)
Produtores de Blackfish - Fúria animal, Erica KhaneManny Oteyza com a diretora Gabriella Cowperthwaite

Documentário orçado em US$ 76 mil (R$ 178,3 mil) está colocando na berlinda uma empresa avaliada em US$ 2,5 bilhões. A estreia nos Estados Unidos de Blackfish – Fúria animal, dirigido por Gabriela Cowperthwaite, atingiu a reputação do SeaWorld, conjunto de parques aquáticos que promove shows e exibições de mamíferos marinhos.

A repercussão do documentário, que vinha sendo apontado como candidato ao Oscar, levou ao menos 150 pessoas que se opõem ao confinamento de animais a protestar durante participação do SeaWorld no evento Rose Parade, em Los Angeles – 19 foram presas. Ao menos nove artistas, entre eles o músico Willie Nelson, cancelaram shows no local depois de ver o documentário. Páginas no Facebook inflam o coro dos que pedem boicote ao SeaWorld.

Em seu site, Cowperthwaite, documentarista norte-americana e filha de brasileiros, afirma que "a ideia não era fazer algo contra o SeaWorld". Ela usou a narrativa de antigos treinadores de orcas e golfinhos para condenar os shows de cetáceos. Mas as exibições já repercutiam desde que, em 2010, a treinadora Dawn Brancheau foi arrastada pela orca Tilikum para o fundo de um tanque, em Orlando, e morreu diante da plateia. No Brasil, coincidindo com o aniversário de 50 anos do SeaWorld em março, o filme será lançado pela Universal Pictures, em DVD e Blu-ray. A produção modesta já arrecadou US$ 2 milhões (R$ 4,69 milhões) em bilheteria.

O SeaWorld se diz comprometido com a proteção e a reprodução de espécies, afirma que resgata da natureza animais doentes e qualifica seus shows como educativos. Em São Paulo, o SeaWorld encaminhou nota à imprensa na qual afirma que, "em vez de dar tratamento justo e equilibrado a um assunto complexo, o filme é impreciso e enganoso e, lamentavelmente, explora um acidente trágico que continua sendo fonte de profunda tristeza para os familiares e amigos de Dawn Brancheau". A empresa argumenta ainda que o filme omite o fato de que o SeaWorld resgata, reabilita e devolve à natureza centenas de animais selvagens, destinando milhões de dólares anualmente para programas de pesquisas científicas e de conservação.

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