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21/AGO/2017

Pai e filho vivem conflito de gerações no longa A música nunca parou

Com estética de flashbacks perfeita, o longa traz um protagonista carente de memória recente, mas abarrotado de lembranças vívidas entre 1964 e 1970

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Ricardo Daehn Publicação:14/03/2014 06:05Atualização:13/03/2014 15:39
Pai e filho vivem um conflito de gerações embalado por rock (Europa Filmes/Divulgação)
Pai e filho vivem um conflito de gerações embalado por rock

Melhor ator no Festival de Berlim, há oito anos, Lou Taylor Pucci (de Impulsividade) andava um tanto sumido e volta no filme de estreia de Jim Kohlberg. Não à toa, é o escritor Oliver Sacks (adaptado nas telas em dramas como Tempo de despertar) quem dá lastro ao filme, que tem estrutura retrô, a tal ponto de suscitar até Gente como a gente (1980). É na voz de Bing Crosby (com Young at heart) que se tem a partida do drama vivido pelos pais interpretados por Cara Seymour (Educação) e J.K. Simmons (Juno): há quase 20 anos, em 1986, vivem sem um filho extraviado.

Mas Gabriel (Taylor Pucci), dotado de esquisitices que afetaram a memória (“precária e intermitente”), volta com pouquíssima carga de inibição, herança da nova condição de doente. Existe um latente conflito de gerações — tanto pelo hiato de encontro quanto pela natural vontade de ser a “ovelha negra” do ex-líder da banda estudantil Black Sheep. Como entrega o título, na trilha, o filme acopla uma coletânea musical que se assemelha ao que Mamma Mia foi capaz de fazer pelo Abba.


Com estética de flashbacks perfeita, o longa traz um protagonista carente de memória recente, mas abarrotado de lembranças vívidas, entre os anos de 1964 e 1970, período em que “a viagem era o destino”.

Com uma discreta dose de humor, e um protagonista carismático, o filme dá uma guinada sentimental e um tanto convencional quando entra em cena a musicoterapeuta interpretada por Julia Ormond (num visual oitentista, à la Mary Elizabeth Mastrontonio). Ainda assim, vale, apesar do choramingo.

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