Brasília-DF,
19/OUT/2017

Competição em preto e branco faz parte do filme Pingo d'água

Objetivos pragmáticos e dogmáticos foram limados da fita

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Ricardo Daehn Publicação:19/09/2014 06:35Atualização:19/09/2014 12:12

 (Adoro cinema/Reprodução)
Blocos de cenas, numa imensa jornada, compõem Pingo d’água, do paraibano Taciano Valério, longa em competição hoje pelo Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Pautado pela urgência, o cinema proposto bebe da “esquizofrenia produtiva, não da patológica”. Filmada em preto e branco, a fita encerra a trilogia cinza (complementar a Onde Borges tudo vê e Ferrolho).


Para o cineasta, Pingo d’água é um filme que mexe em sentimento, seja indiferença, seja identificação — empatia ou abjeção. “Se há uma coisa objetiva no filme é a incerteza. A quebra de climas em episódios é algo determinante”, enuncia.


Objetivos pragmáticos e dogmáticos foram limados da fita. As dificuldades nas relações, a defesa de um sentido da vida, mal-estar, náusea e caos estão impressos no longa. “Mas, ao mesmo tempo, afirmamos a vida pela arte. Aliás, o importante não é onde chegar, mas o caminho a percorrer”, demarca.


Nas interações de pessoas aglomeradas em alinhamento aleatório, uma das estradas narrativas, filmada em Tiradentes (MG), mostra descontentamento de atores que esperam produtor que nunca chega. O cineasta reluta no enquadramento de cinema regional. “Não tenho nada a ver com o cinema de Recife. Não fortaleço o que seja regional demais. Nas diferenças é que estão elementos que se comunicam”, ressalta.

47º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
No Cine Brasília (106/107 Sul), às 20h30. Ingressos a R$ 12 (inteira). Simultaneamente, no Sesc Ceilândia, Teatro de Sobradinhoi, CG do Gama e Teatro da Praça (Taguatinga). Entrada franca.

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