Brasília-DF,
27/MAI/2017

A história da eternidade traça um painel eloquente e abstrato de mazelas regionais

A produção traz músicas do polonês Zibgniew Praisner e de Dominguinhos

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Ricardo Daehn Publicação:24/04/2015 06:07Atualização:24/04/2015 10:37
 (Camilo Cavalcante/Divulgação)
Lá se vão quase 12 anos desde o lançamento do curta A história da eternidade, no qual o diretor Camilo Cavalcante traça um painel eloquente e abstrato de mazelas regionais de um país bem injusto. Mais modesto, o tom do primeiro longa do cineasta pernambucano, que leva o mesmo nome do curta embrionário, encontra um Brasil em patamar acima, pelo menos de misérias dadas as podres cartadas do poder.

Ligado à terra, Cavalcante, em nível de inventividade, dialoga com o Lampião conferido no filme A luneta do tempo, de Alceu Valença. Passados os excessos da carreira (que desembocaram no fraco O presidente dos Estados Unidos), o diretor expõe méritos, com um longa que fala de justiça e de libertação, ainda que no plano mental.

Afirmada em paralelas lutas pelo amor, a trama investe em múltiplo tipos. Querência - com estupendo nome e intérprete, Marcélia Cartaxo - é a viúva que desdenha do amor do cego Aderaldo (Leonardo França).

Noutra camada, há a avó (Zezita Matos), que zela pelo neto, enquanto um pai ríspido (Claudio Jaborandy) tolhe a filha (Débora Ingrid). Ela, por sua vez, adora o tio artista incompreendido, na pele de Irandhir Santos.

Tecnicamente impactante, o grande vencedor do 6º Paulínia Film Festival ganha muito, com as músicas do polonês Zibgniew Praisner e de Dominguinhos. Mistura das boas.

Confira o trailer de A história da eternidade:


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