Brasília-DF,
15/DEZ/2017

Confira a crítica de Adeus à linguagem, novo longa de Jean-Luc Godard

Esta é a primeira experiência do consagrado diretor francês com o cinema em 3D

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Ricardo Daehn Publicação:31/07/2015 07:31
 (Divulgação/Imovision)


Na tela, crianças jogam dados, como símbolo do imprevisível; personagens sem identificação debatem o Ensaio de investigação literária e, em cena, assassinatos são cogitados como meio de contenção do desemprego. Assim é o cinema de Jean-Luc Godard: feito de pequenos enunciados que encerram grandes reflexões. No contrafluxo do “não-pensamento”, como declara o cineasta, residem suas inquietações que veem “a realidade” como algo limitador.

Pretensioso? Sim, claro, e com a maior das convicções, além de experiências de vida de um diretor passado dos 80 anos. Desorganizado, desafiador e belo (na primeira incursão em 3D): o cinema de Godard transborda, em recados. Para além de sucessivas crises conjugais (de casal até irrelevante), o filme segue a cadência de denúncias a desajustes sociais, à corrosão das guerras e ao peso da filosofia de Platão. Com colorido estonteante Adeus à linguagem abraça o que seja experimental por excelência. Usando trilha grandiosa e temas que recorrem aos pensamentos de Maquiavel e Richelieu, o mais ousado é que o discurso conclusivo da fita se respalda na singeleza do olhar e das divagações de um cão: feliz que só, na ignorância e no primitivismo. Cores estonteantes colorem a incursão do experiente diretor no 3D.

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