Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Brasília Internacional Film Festival mistura internacional e popular

Mostra competitiva, com 16 longas-metragens, além de retrospectiva cubana e argentina, compõe o amplo cardápio cinematográfico do Biff

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Ricardo Daehn Publicação:06/11/2015 07:00Atualização:06/11/2015 14:08
O refúgio, do consagrado diretor Jacques Audiard, está na programação do 4º Biff
 (BERTRAND LANGLOIS)
O refúgio, do consagrado diretor Jacques Audiard, está na programação do 4º Biff
Depois do sucesso do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, a cidade volta a se afirmar como a capital do cinema com a quarta edição do Brasília Internacional Film Festival (Biff). Desta vez, a conjuntura é mais ampla pela projeção de fitas com perspectiva estrangeira.
 
Durante 10 dias, os brasilienses terão no cardápio atrativos que vão desde pré-estreias, passando por mostras competitivas — no plano documental e de ficção —, até retrospectivas, além de atrações infantis.
 
Entre os pontos altos do festival está a ponte feita com o que o mundo está vivendo hoje. Daí, um dos destaques será a exibição de Dheepan — O refúgio, que venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes, ao tratar, sob o comando de Jacques Audiard, do impacto da guerra civil no Sri Lanka. Outro nome de peso, entre as atrações, é o da japonesa Naomi Kawase, à frente de Sabor da vida, em que dorayakis (porções de doce) podem responder pela contratação de uma septuagenária numa padaria.
 
 
O 4º Biff ainda propõe uma mostra competitiva composta por 16 filmes. Fatiada ao meio, traz oito ficções e oito documentários. Pela primeira vez, o público terá voz suprema na premiação, ditando o caráter de premiação por meio de júri popular.
 
O Brasil estará representado pelo documentário Crônica da demolição, de Eduardo Ades, que revela parte da história do Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal, localizado na Cinelândia, Rio de Janeiro. Histórias de superação de limitações físicas estão em duas produções documentais: O sorriso verdadeiro (Espanha) e O sentido da criação (Estados Unidos).
 
Histórias mais amenas figuram em Um guia para famílias curiosas (com família da classe média transformando hábitos de consumo) e A sua felicidade não está no biscoito da sorte (fita em que cineasta austríaco persegue grupos que lutam pela alegria). Outros documentários selecionados falam de viagens e de afirmação de identidade, com destaque para Internat — Além da fronteira (Itália), Uma história aprisionada (Espanha) e Em busca da identidade (França). 

Convidado ilustre

Com o filme de encerramento previsto para o dia 14, às 20h30, em sessão especial, o 4º Biff contará com a presença do diretor portenho Luis Puenzo, premiado, entre outras distinções, com Oscar de melhor filme estrangeiro, com A história oficial (1985). Numa série retrospectiva, dedicada a Puenzo, que tem 69 anos, estarão filmes consagrados dele como o faroeste estrelado por Jane Fonda
e Gregory Peck, Gringo velho (dia 7, às 14h30). Também serão reapresentados filmes como A peste (dia 7, às 21h), Alguns que viveram (dia 8, às 16h30), um documentário de tevê produzido por Steven Spielberg e A prostituta e a baleia (dia 8, às 20h30). No dia 14, às 11h30, o diretor realizará um debate em sala do Liberty Mall.

Dicas do Correio  
 
Labirinto de mentiras
Produção germânica de 2014, revela os esforços de um procurador que, em 1958, tenta apurar parte das atrocidades cometidas na Segunda Guerra. Compete na ala das ficções do Biff. Cine Brasília, amanhã, às 21h.
 
 

O silêncio
Dirigido por Gajendra Ahire, é o representante indiano na mostra competitiva. Na trama, o desdobramento de uma violência sexual atinge uma jovem que testemunha a violência. Cine Brasília, domingo, às 16h30.

Memórias do subdesenvolvimento
Documentário integrado à mostra Cuba, cinema e revolução, foi realizado em 1968 e se afirmou um clássico do diretor Tomas Gutierrez Alea, ao revelar as palpitantes transformações sociais cubanas, na perspectiva de um aspirante a escritor. Cine Cultura Liberty Mall 4, domingo, às 14h30.
 
 

Como ganhar inimigos
Com amplo reconhecimento de mercado, as comédias argentinas têm tido projeção especial, como é o caso do pequeno filme dirigido por Gabriel Lichtmann. Selecionado para a competitiva, mostra um rapaz que, passada uma noite de sexo casual, se vê às voltas com o desaparecimento da parceira e de algumas economias. Cine Brasília, segunda, às 19h.

Kikoriki —  A turma invencível
Animação russa de Denis Chernov. Desfazendo o conceito de que o que aparece na tevê é real, o filme mostra dois pretensos salvadores para a Terra, que saem do dia a dia numa caverna. Cine Brasília, amanhã e domingo, às 11h. Com entrada franca.
 
SERVIÇO
4º Biff — Festival Internacional de Cinema de Brasília
De hoje a 15 de novembro, com sessões no Cine Brasília (EQS 106/107) e no Cine Cultura Liberty Mall (Setor Comercial Norte). Hoje, no Cine Brasília, às 20h30, sessão especial para convidados, com o longa O clã, de Pablo Trapero. Nos demais dias, ingressos a R$ 12
e R$ 6 (meia). 
 

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