Brasília-DF,
15/DEZ/2017

Em novo filme, Abi Morgan fala sobre a opressão histórica vivenciada pelas mulheres

A conquista do direito de votos nos pleitos eleitorais é um dos principais temas de 'As sufragistas'

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Ricardo Daehn Publicação:25/12/2015 06:01Atualização:23/12/2015 15:40

Roteirista de 'A Dama de Ferro' e 'Shame', Abi Morgan mostra a força da luta das mulheres  (Reprodução/Internet)
Roteirista de 'A Dama de Ferro' e 'Shame', Abi Morgan mostra a força da luta das mulheres
 

Em busca de ações efetivas “não de palavras”, as personagens do mais novo filme escrito pela roteirista Abi Morgan (A Dama de Ferro e Shame) não querem quebrar as leis de uma “antiga ordem” de opressão. No lugar da ruptura, elas pretendem fazer as leis. Filha de uma política, a diretora Sarah Gavron, à frente de As sufragistas, investe num filme que bem equilibra trama e ideologia, num contraponto a fitas como Gangues de Nova York.

 

Sem direitos à igualdade no plano do trabalho, “protegidas” na sociedade ou “representadas” na política pelos pais, maridos ou irmãos, as mulheres do filme vivenciam abusos e submissões, ao ponto de serem denominadas “vacas atrevidas”.

 

 

 

Voto

A conquista do direito de votos nos pleitos eleitorais exigiu atitudes drásticas das mulheres até o ganho da atenção mundial. No filme estrelado por Carey Mulligan, que, diante de tantos percalços, parece uma heroína de Lars von Trier, até a polícia explicita a truculência, ao que as mulheres respondem com greve de fome, na cadeia. Vista como meio, a desobediência civil, por sorte, não se torna o fim, na trama de As sufragistas.


Os homens, com certa incoerência, saem do caminho, no enredo que particulariza dramas. Considerada “uma desgraça” pelos amigos de Sonny (o eficiente Ben Whishaw, de 007 contra Spectre), o marido, Maud Watts (Mulligan) convive, paulatinamente, com a explosão de um movimento que assola “metade da raça humana”. A princípio alienada, Maud prova da liberdade, diante das palavras da ativista Emmeline Pankhurst, feita por Meryl Streep, praticamente um flash (dada a brevidade), na fita.


Incrementado por imagens documentais, As sufragistas ganha ainda com a presença de atores como Brendan Gleeson, um investigador com nuances vilanescas, e Anne-Marie Duff, a figura de ponta no filme, como a combativa Violet Miller. Com intensidade, Sarah Gavron faz valer o “nunca se renda”, diante das “ignoradas” mulheres e instaura uma amarga rebeldia, numa conjuntura que ultrapassa o mero ganho de voz para as dezenas de lavadeiras inglesas do início do século 20 apresentadas na tela.

 

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