Brasília-DF,
23/JUL/2017

No filme 'Macbeth', Justine Kurzel se mostra mais uma vez adepto a histórias densas

A trama tem como protagonista um rei impulsivo, consumido e isolado pela avidez do poder

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Ricardo Daehn Publicação:25/12/2015 06:02Atualização:23/12/2015 15:28

David Thewlis interpreta o rei Duncan (Fátima Gigliotti/Diamond Films Brasil)
David Thewlis interpreta o rei Duncan
 

Depois de promover barulho com a estreia, na Semana da Crítica do Festival de Cannes, pela direção do violento Snowtown, o cineasta australiano Justine Kurzel investe em mais uma fita densa. Com Macbeth, ele segue firme, mas se revela um tanto reverente a texto tão recatado que se torna empolado. Vigora, em excesso, o clássico teatro do qual a obra fica a meio caminho de se desprender.

 

 

 

“Acostumei-me aos horrores”, demarca um dos personagens do filme composto, no bojo, por profecias e elementos de agouro. Na pele do rei Duncan, é o ator David Thewlis quem sinaliza a pomposa escalada do casal Macbeth, interpretado pelo alemão Michael Fassbender e pela francesa Marion Cotillard. Embelezado por batalhas que derrapam numa estética aos moldes daquelas do contemporâneo 300, o filme avança sobre uma Escócia atopetada de brutalidade e oportunismo.


Aos poucos, a fita descomplica o meio de campo de um homem impulsivo, consumido e isolado pela avidez do poder. O esfacelamento de uma família também acompanha o caos, já que Macbeth tem como guia a voz da ardilosa mulher.
Apesar de sufocado por camada de ritual, na qual pesam a música de Jed Kurzel e a fotografia apelativa de Adam Arkapaw , o filme não desfaz do clássico shakespeariano.

 

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