Brasília-DF,
23/JUN/2017

'Orgulho e preconceito e zumbis' apresenta mistura sem muito sentido

Longa é baseado na versão de Seth Grahame Green da obra de Jane Austen

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Adriana Izel Publicação:26/02/2016 06:30Atualização:25/02/2016 16:16
Elizabeth Bennet e suas irmãs foram criadas para serem guerreiras e combater os zumbis (Sony Pictures/Divulgação)
Elizabeth Bennet e suas irmãs foram criadas para serem guerreiras e combater os zumbis

O clássico livro de Jane Austen, Orgulho e preconceito (1813), ganhou uma nova versão nos cinemas em Orgulho e preconceito e zumbis, dirigido por Burr Steers. A releitura tem como base a obra que incorpora os mortos-vivos escrito pelo americano Seth Grahame Green, lançado há sete anos.
 
 
A história gira em torno de Elizabeth Bennet (Lily James), a segunda de cinco irmãs que vive com sua família em uma propriedade rural em Hertfordshire na Inglaterra do século 19. Ela se difere por querer ser uma guerreira, não uma esposa. Assim como na obra de Austen, tudo tem início quando Mr. Bingley (Douglas Booth) faz um baile para conhecer uma esposa e se apaixona por Jane Bennet (Bella Heathcote), já Elizabeth fica encantada por Mr. Darcy (Sam Riley) e depois passa a odiá-lo pelo lado arrogante do “caçador de zumbis”, que a salva de uma recém-transformada. Com ódio de Darcy, Elizabeth se interessa por George Wickham (Jack Huston), um tenente cheio de mistério, mas que, em comum com ela, odeia Darcy.
 
A história até flui bem e é bastante parecida com a obra de Jane Austen — inclusive acerta ao colocar as filhas de Bennet, vivido por Charles Dance, como jovens criadas como guerreiras e aborda uma questão superatual, o empoderamento feminino. Mas a mistura do romance clássico com um ataque zumbi faz com que a trama se torne sem sentido. A abordagem em torno dos mortos-vivos pode desagradar ainda aos fãs do enredo de zumbis; afinal, nesta versão, eles “pensam”.
 
No entanto, o filme não é de todo ruim, as cenas de luta são interessantes e a presença de alguns atores agrada. É o caso de Matt Smith, que interpreta o Pastor Collins, o personagem mais engraçado da trama, além da presença de Lena Headey como Lady Catherine de Bourgh. Sem sentido ou não, uma sequência é bastante provável, principalmente, se for levada em consideração a cena pós-créditos, que deixa brecha para a continuação do ataque zumbi.
 
Confira as sessões para Orgulho e preconceito e zumbis aqui.  


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