Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Basedo em jogo, o filme 'Warcraft' decepciona

Muito esperado pelo público, o longa mantém a sina negativa de adaptações cinematográficas para clássicos do universo dos games

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Alexandre de Paula- Especial para o Correio Publicação:03/06/2016 06:01Atualização:02/06/2016 17:28
Os efeitos visuais caprichados podem salvar o filme do fracasso (Reprodução Internet)
Os efeitos visuais caprichados podem salvar o filme do fracasso

Era grande a expectativa de Warcraft — O primeiro encontro de dois mundos finalmente quebrar a maldição do fracasso de filmes baseados em games. Era. Porque o diretor Duncan Jones falhou na missão de produzir um filme realmente interessante a partir do vasto universo do jogo. Pode ser que o longa agrade aos fãs, já mais do que ambientados pelas horas e horas na frente do computador.


Um tanto obscuro para quem desconhece o game, o roteiro do longa é centrado na chegada dos guerreiros Orc a Azeroth por meio de um portal. Com isso, começa uma sangrenta disputa pelo poder e pelo território. Warcraft apresenta uma enxurrada de efeitos visuais que, apesar de benfeitos, dão uma atmosfera fake ao longa, aspecto que se acentua pelos movimentos bruscos de câmera escolhidos pelo diretor para transições. Warcraft faz sentido visualmente? Faria, se fosse um game, mas trata-se de cinema e essa reverência, que deve satisfazer aos admiradores, parece descartável e prejudicial na telona.

O principal problema é que Warcraft não tem força, não se sustenta sozinho. O longa de Jones não é capaz de provocar empatia e não fará ninguém que desconheça o jogo se apaixonar por qualquer um dos personagens.

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O problema aí parece estar em uma variável sempre deixada de lado quando games são levados para o cinema. Esquece-se de que, quando se joga, há uma imersão óbvia e natural, o jogador está na pele do personagem e faz, ele mesmo, parte de todo aquele universo.

Para isso acontecer com o espectador, cineasta e atores precisariam provocar essa imersão. Warcraft só funcionaria se o público se sentisse dentro do mundo de Azeroth, mesmo que não pudesse tomar decisões. Infelizmente, essa é uma proeza que Jones, um gamer assumido, passa longe de alcançar.

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