Brasília-DF,
23/JUN/2017

Com trama de ciúmes e possessão, Maïwenn acerta mais uma vez com 'Meu rei'

Com oito indicações ao prêmio César, longa traz os atores Vincent Cassel e Emmanuelle Bercot como protagonistas

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Ricardo Daehn Publicação:23/09/2016 06:10Atualização:22/09/2016 16:20
Em 'Meu rei', Emmanuelle Bercot ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes (AgenciaFebre/Divulgação)
Em 'Meu rei', Emmanuelle Bercot ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes
 
Dar credibilidade ao despontar e à queda de sentimentos que vão do esplendor ao ódio é o grande feito da atriz e diretora Maïwenn, comandante de Meu rei. Consagrada por Polissia, a diretora transborda densidade no que faz. Com oito indicações ao prêmio César, Meu rei traz retrato da dissolução do ideal de um amor incorruptível. Há corrosão, lenta e cruel, da perfeição vivida por Georgio (Vincent Cassel) e Marie, mais conhecida por Tony (Emmanuelle Bercot, um furor cênico).
 
Confira as sessões do filme aqui
 
Muito bem contada pelo mesmo roteirista de Homens e deuses, Ettiene Comar, a história mostra a evolução e os atrasos do casal protagonista. Excepcionais, os atores são também a razão de ser da fita. Bercot, vale lembrar, foi premiada em Cannes, como melhor atriz. Toda a multiplicidade de climas entre o casal e as camadas de emoções, acumuladas, ao longo de anos, imprimem muito bem, diante do esforço do montador Simon Jacquet. Concorrente à Palma de Ouro, Meu rei traz até Louis Garrel, dando fôlego à trama de ciúmes e possessão.
 
 

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