Brasília-DF,
24/JUL/2017

Crítica do filme 'O contador', protagonizado por Ben Affleck

Mesmo com boa atuação do protagonista, longa não decola por apostar em clichês e num roteiro fraco

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Ricardo Daehn Publicação:21/10/2016 06:50Atualização:21/10/2016 15:33
O contador peca pela edição, pouco criativa (Reproducao da Internet)
O contador peca pela edição, pouco criativa
 
O diretor Gavin O´Connor tem se afirmado com filmes talhados na testosterona de protagonistas como os de Guerreiro (2011) e de Força policial (2008). Ainda que se exercite igualmente em duras personagens femininas (Livre para amar e Em busca da justiça), O´Connor, em O contador, aposta no que mais domina, colocando Ben Affleck, na pele do esquisitão Christian Wolff, praticamente um Batman sem a máscara, dono de heroísmo obtuso.
 
 
 
Com quê do evasivo thriller Um homem misterioso (2010), estrelado por George Clooney, O contador começa com um acúmulo de corpos, dispostos numa chacina. Logo, os espectadores sabem do passado problemático de Wolff, com aguçada esperteza, mas incapaz de se relacionar socialmente. 
 
Confira as sessões do filme. 
 
Criado fora do “ambiente sensorial amistoso”, proposto por um analista, Wolff goza de grande concentração  e de limitado leque de emoções (que rendem o melhor, na interpretação de Affleck). 

Quem se lembrar da premissa da televisiva Dexter ainda tem elemento extra para a associação: vilão naquela série, John Lithgow, no longa, interpreta Lamar, empresário mais que apegado à indústria de robótica e próteses que ele detém. Afundada em um “caos numérico”, dada a incapacidade de uma boa gestão, a empresa requer a perícia contábil de Wolff.
 
O protagonista se vê num labirinto que envolve contabilidade, caixa dois e análise de dados do Tesouro norte-americano. À dada altura, toda a teia de interesses perde o fôlego, pela edição acomodada do longa. Outro incômodo está nos clichês à la Uma mente brilhante (a cena das escritas na parede é lamentável) e a besta associação entre loucura e arte elitizada (no caso apropriação da genialidade de Jackson Pollock).
 
Com a vida devassada, Wolff se torna alvo para o personagem de J.K. Simmons, Ray King, ao mesmo tempo em que cultiva esdrúxula relação com Dana (Anna Kendrick), outro poço de dotes matemáticos. 


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