Brasília-DF,
25/ABR/2017

Crítica do filme cearense 'O Shaolin do sertão'

O longa de comédia relembra clássicos como 'Os trapalhões'

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Rebeca Oliveira Publicação:21/10/2016 06:45Atualização:21/10/2016 15:32
O humor do longa cearense tem tudo para ganhar o Brasil (Downtown Filmes/Divulgação)
O humor do longa cearense tem tudo para ganhar o Brasil
 
O cômico O Shaolin do sertão surge para mostrar que o sucesso do diretor cearense Halder Gomes com Cine Holliúdy (2012) não foi sorte ou acaso. É grande o potencial da película de repetir a extraordinária bilheteria do projeto anterior, que trilhou bonito caminho em festivais no Brasil e lá fora. 
 
Com estreia uma semana atrás no Ceará, o longa levou milhares de espectadores ao cinema. Halder competiu com gigantes de Hollywood e não “arregou”. Algumas razões são óbvias. A maior delas perpassa pela empatia do protagonista, Edmilson Filho. Lutador de artes marciais, o ator empresta os talentos ao personagem Aluízio Liduíno, que mora em Quixadá, pequeno município do estado nordestino.  A intimidade com o kung-fu e a naturalidade com o “cearensês” convencem no roteiro que promove o inesperado casamento entre o sertão e os filmes de luta em VHS, uma febre nos anos 1980.
 
Confira as sessões do filme. 
 
 
 
Por vezes, surgem imagens que emulam o ruído e a falta de qualidade das fitas. Um ar saudosista que combina com a proposta do filme, que quase esbarra no brega em seu viés mais cult. No elenco, rostos conhecidos como Fafy Siqueira, o cantor Falcão e o palhaço Tirulipa divertem, mesmo quando soam caricatos. É um humor despretensioso que conversa com as comédias antigas, como Os trapalhões — Dedé Santana, aliás, tem destaque na trama, além de Marcos Veras.
 
Mais do que fazer rir, O Shaolin do sertão evoca representatividade. Um cinema feito longe dos grandes centros e que afasta para longe a xenofobia manifestada em discursos que vez ou outra poluem de ódio as redes sociais.  A película é celebração das cores, sotaques e históriasde um povo que, mesmo diante da influência da cultura estrangeira, não perdeu a identidade. É cearense — e com orgulho.

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