Brasília-DF,
20/NOV/2017

Com roteiro estimulante, Domingos Oliveira lança filme que completa fase autobiográfica

'BR 716', que inicialmente se chamaria 'Barata Ribeiro 716', traz Caio Blat no papel principal e evoca o barulho que antecede o regime militar

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Ricardo Daehn Publicação:18/11/2016 06:37
Caio Blat vive uma espécie de alter ego do diretor Domingos de Oliveira (Reprodução/Internet)
Caio Blat vive uma espécie de alter ego do diretor Domingos de Oliveira
 
Depois de por muito tempo ser chamado de Barata Ribeiro 716, endereço carioca de vida pulsante e que abrigava transgressões e extrema festividade, o mais recente longa de Domingos Oliveira passou a ser oficialmente batizado como BR 716. Com nome assemelhado ao de estrada nacional, o longa nem por isso apresenta buracos ou vestígios de desleixo: o roteiro é estimulante e a mise-en-scène muito animada.
 
Confira os horários de BR 716
 
Oito anos depois de ter lançado Juventude, agora Domingos completa a fase autobiográfica, já que, em 2014, tinha tratado do tema homônimo em Infância. Se, em 1968, um “coração de ouro” coube no personagem Edu; agora é Caio Blat quem personifica o bon-vivant que o próprio cineasta tem sido.
 
 
 
Entre doses de uísque e de mentiras e um desfile de interessantes mulheres, Felipe (Blat, numa composição soberba), em Copacabana, encabeça o barulho que precede o regime militar dos 1960. É tipo Os sonhadores (2003) de Bernardo Bertolucci, abrasileirado. Entre as atrizes coadjuvantes do filme, Glauce Guima (premiada no Festival de Gramado) e Lívia de Bueno (uma preciosidade perdida nos cafundós do populo Santa Cruz) são arrebatadoras.

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