Brasília-DF,
22/SET/2017

Longa 'Elis' retrata história de uma das maiores estrelas da MPB

No filme, Andreia Horta é quem interpreta a cantora Elis Regina

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Ricardo Daehn Publicação:25/11/2016 06:45Atualização:24/11/2016 17:32

A caracterização de Andreia Horta como Elis Regina impressiona (Reprodução/Internet)
A caracterização de Andreia Horta como Elis Regina impressiona

Um ataque à prepotência das gravadoras, em abraçar lucros com marketing e merchandising, rende um dos momentos mais autênticos da personificação da cantora Elis Regina no longa-metragem Elis, comandado pelo estreante Hugo Prata. Com sorriso mais do que largo e pleno numa réplica perfeita da cantora, a atriz Andreia Horta dá conta de encarar o mito da MPB.

 

Mas é ao lado dos turbilhões e da animosidade que trazem maiores interesses e resultado na telona, perpetuando o retrato de uma figura azucrinante que via sugadores em arranjadores, produtores e afins. Na trama, é o Exército que detecta o desacordo da conduta da cantora, num caso em que, na verdade, deveria era ser celebrado e mais bem aproveitado na fita.

 

Veja as sessões do filme.

 

Vista como “uma perfeita santa”, Elis Regina tem todo um calvário pela frente, por causa do apego do roteiro com múltiplos momentos da vida particular da perfeccionista gaúcha. Se a cantora demarca que “problema do Brasil é geral” (e continua sendo), na produção há imperícia localizada: pretende-se abraçar o mundo, numa tarefa claramente fadada ao fracasso.

 

O público (mais sedento) pode nem perceber, ou fazer vistas grossas, mas não há foco preciso no objetivo da fita. É uma velha muleta de muitas fitas nacionais: demarcada por uma problemática, uma música é enxertada para redundar o que já foi dito. Pobre que só! Mas o repertório é bom e contempla Atrás da porta, Fascinação e Arrastão.

 

 

 

O filme passa a ideia de uma mulher muito versada no amor, representadas as relações com Ronaldo Bôscoli, Nelson Motta (um ficante) e Cesar Camargo Mariano (Caco Ciocler, numa presença forte na trama). Entre um montante de revival de “bichos”, e até o ato fim (com direito à decadência pessoal e à música estrombólica), saltam aos olhos a interpretação de Júlio Andrade (o coreógrafo Lennie Dale), a unidimensional representação dos militares e a redenção junto ao cartunista Henfil.

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