Brasília-DF,
23/JUN/2017

Solidão, aprendizado e generosidade são motes de 'A espera'

O longa do estreante Piero Messina apresenta a história de duas mulheres que se envolvem enquanto esperam José, filho de uma e namorado da outra

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Ricardo Daehn Publicação:10/02/2017 06:15Atualização:09/02/2017 13:07
 Juliette Binoche representa a experiência de vida em 'A espera' (Alberto Novelli/Bellissima Films)
Juliette Binoche representa a experiência de vida em 'A espera'

Duas almas quase complementares se encontram no filme do estreante Piero Messina, mais conhecido nos bastidores da produção do premiado com o Oscar A grande beleza, do qual foi assistente. Como em Swimming pool —  À beira da piscina, novo clássico de François Ozon, há um enorme climão entre as protagonistas de A espera: Anna (Juliette Binoche) e Jeanne (Lou de Laâge), unidas pela aguardada chegada de José, filho de Anna.
 
Confira as sessões de A espera
 
Baseado na peça A vida que te dei, de Luigi Pirandello, o longa dependeu da mais do que satisfatória química entre Lou de Laâge e Binoche. É quase uma troca de bastão: a beleza e ingenuidade de Jeanne se esfolam, em parte, no contato com a experiência de vida e nos primeiros sinais da decaída física de Anna.
 
Quem acha que a trama nitidamente montada em torno de um enorme grau de manipulação, por parte de Anna, tende à vingança ou caso policial se engana. A espera trata, primordialmente, de solidão, de aprendizado e de generosidade. Um belo filme.
 
 

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