Brasília-DF,
18/NOV/2019

Documentário retrata vida de Inezita Barroso como pesquisadora cultural

Filme criado por Hélio Goldsztejn conta sobre vida de Inezita Barroso

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Ricardo Daehn Publicação:29/03/2019 06:02Atualização:28/03/2019 17:54
No longa Inezita, o diretor propõe passeio pelo Brasil profundo, com a anfitriã de luxo Inezita Barroso (CLEONES RIBEIRO DE NOVAIS /CEDOC)
No longa Inezita, o diretor propõe passeio pelo Brasil profundo, com a anfitriã de luxo Inezita Barroso


Fora "da moda", desprezando a entrada de bateria, guitarra e teclado no programa de tevê que conduziu por mais de 30 anos, em apoio à tradição, Inezita Barroso morreu defendendo a moda — a moda composta por violão, viola, sanfona e afins. Presente no cenário musical, desde os anos de 1950, a empolgada torcedora do Corinthians, que esteve na inauguração do Estádio do Pacaembu, lutou em campo pelo legado da música de raiz, pelo folclore nacional e pelas folias regionais.

O desbravamento social e cultural promovido por Inezita é o que mais encanta no documentário homônimo criado por Hélio Goldsztejn. Curiosamente, ela não ouvia música em casa, como conta, em cena, a filha dela, Marta. Décadas antes de se dedicar ao famoso programa Viola minha Viola, Inezita cravava sucessos como Moda da pinga, Ismália, Beijinho doce e Ronda (o clássico de Paulo Vanzolini). No programa Estrela da Manhã, lia cartas do público e proseava sobre a vida simples.

Confira as sessões do filme

Um dos episódios mais interessantes destacados no filme é o da inesperada vinda para Brasília, a fim de cantar sob contrato polpudo de Juscelino Kubitschek. Até deixar o batente, e se reassumir como mera "Inês Magdalena" (meses antes de morrer, no relato da filha), a mulher que faleceu justo no dia das mulheres (em 2015) deixa a marca da resistência e dos feitos contados por figuras informadas como o jornalista Aloísio Milani e o produtor Rodrigo Faour.



Chamam a atenção no filme o quase veto de Chitãozinho e Xororó num dos programas da musa do folclores, o reconhecimento à parceira feito pelas irmãs Galvão e os relatos de artistas como Bruna Viola, Adriana Sanchez e Roberta Miranda. Prodigiosa contadora de causos, Inezita deixa entrever a vocação para o cinema, em que fez sete filmes, entre os quais Mulher de verdade e É proibido beijar (ao lado de Tônia Carreiro).

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