Brasília-DF,
20/SET/2019

'Cézanne e eu' traz a rivalidade e amizade entre dois artistas franceses

Guillaume Gallienne e Guillaume Canet estrelam o longa dirigido por Danièle Thompson

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Ricardo Daehn Publicação:05/07/2019 06:01Atualização:04/07/2019 17:57
Guillaume Canet (à frente) interpreta Émile Zola em 'Cézanne e eu' (Bretz Filmes/Divulgação)
Guillaume Canet (à frente) interpreta Émile Zola em 'Cézanne e eu'

É de idas e vindas, num jogo temporal e ainda pendular que registra o amor estabelecido pela amizade entre dois gigantes da cultura universal que fica composto o mais recente longa-metragem de Danièle Thompson. Em cena estão os excepcionais Guillaume Gallienne (o Pierre Bergé, visto no filme Yves Saint Laurent) e Guillaume Canet (de Um banho de vida) que, respectivamente, interpretam o pintor Paul Cézanne, um dos representantes da arte moderna, e o célebre autor francês Émile Zola.

Quando despontou no cinema, há 20 anos, com o longa Três irmãs (indicado a quatro prêmios César), Danièle Thompson se viu projetada com enredo absolutamente feminino. Agora, a onda é outra, mas, nem por isso, deixa de lado interessantes composições femininas. Viúva do magistral Alain Resnais, a atriz Sabine Azéma interpreta Anne, uma das mães representadas na fita. Mãe de Cézanne, ela dava respaldo às extravagâncias do filho, uma pessoa de convivência nada harmônica. Com uma cena excelente, em que desconstrói o amor supostamente sentido por Cézanne, Déborah François brilha no papel da jovial Hortense.


Explorando universo de mestres do domínio da imagem e da palavra, a diretora chega à essência da união entre o pintor e o escritor. Ano a ano, se vê a degradação de dois homens que literalmente cresceram juntos, inclusive tendo direito a trocas de interesses amorosos e ao escândalo de renunciarem a ideais burgueses.

Jean-Marie Dreujou é o diretor de fotografia (que, entre outros, trabalhou com Claude Lelouch) capacitado a ofertar belíssimas imagens de Paris e de Aix-en-Provence (ao sul da França), locais de encontros e desencontros dos protagonistas. Até o despontar do século 20, que trouxe a morte de ambos, Cézanne e Zola se encontraram, por vezes, minimizando conquistas recíprocas e, num contrabalanço, estimulando a produção de arte. Além da presença marcante de Gallienne (atormentado, na medida, na composição) e de Canet (contido, mas não menos sofredor), a atriz Alice Pol conquista, no papel de Alexandrine Zola (antes conhecida como Gabrielle), espécie de elo amoroso comum a ambos.

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