Brasília-DF,
28/SET/2021

Libanesa dona de restaurante árabe busca novidades no cardápio

O restaurante oferece, por exemplo, linguiça de cordeiro

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Liana Sabo Publicação:05/07/2013 06:09Atualização:05/07/2013 09:45
Marie Claude Yammine lança rodízio do Manara linguiça de cordeiro, criado em Brazlândia, e preparada por ela segundo receita de família (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Marie Claude Yammine lança rodízio do Manara linguiça de cordeiro, criado em Brazlândia, e preparada por ela segundo receita de família
Um ano depois de abrir o Manara chique — uma extensão do boteco da esquina da 706/707 Norte (rua que dá acesso ao Ceub) -, a libanesa Marie Claude Yammine ainda busca novidades para o cardápio, que oferece a tradicional comida árabe. Uma delas é a linguiça de cordeiro, com o detalhe de que é feita aqui mesmo pelo produtor Delival de Almeida Junior, cujo aprisco reúne 800 matrizes no Rancho Moriá, em Brazlândia.

Todas as semanas, a chef do Manara recebe o cordeiro inteiro, quase sem gordura, limpa, separa os cortes, mói a carne e tempera com as sete pimentas sírias e outros condimentos, segundo receita de família que ela trouxe de Zgharta, sua cidade natal, ao norte do Líbano, distante 50km de Beirute. Não só a linguiça mas também o cafta, o quibe e até o tabule recebem as sete pimentas, que vêm lacradas para não perder as características.

O recheio pronto volta para o frigorífico proceder o enchimento da tripa de carneiro com equipamentos específicos. As peças ficam penduradas durante algum tempo para desidratar. Depois de vários testes, até obter a maciez desejada, Marie Claude lança hoje a iguaria chamada Makaneck no rodízio de 10 pratos, que ela serve por apenas R$ 40 (de segunda a sexta). Aos sábados, sai por R$ 50.

Rodízio

Começa sempre por um prato de quatro sabores: coalhada seca com um pouco de limão, quibe cru, babaganuche, que tem o gosto da berinjela defumada e homus (pasta de grão-de-bico). Seguem o quibe frito e as esfirras de espinafre, de carne bovina e de ricota. Aí é a vez dos recheados: abobrinha e charutos de repolho e de folha de parreira, envolvendo deliciosa preparação de carne com arroz temperado. Como se não bastasse, ainda vem a mijadra (arroz com lentilha e cebola frita) — tudo muito bem regado com azeite libanês. Acabou? Ainda não. O gran finale traz nacos de cordeiro assado com arroz.

Pouco sal

Uma preocupação da chef é servir um menu saudável, por isso usa pouco sal. "Faço tudo para ajudar o cliente a ficar bem", afirma Marie Claude, para quem retirar a gordura da comida é quase obsessão. Com dois filhos pequenos, aos quais dedica inteiramente o domingo, a chef não abre a casa nesse dia, tampouco serve jantar. O Manara funciona só no almoço, de segunda a sábado, mas até às 16h você pode encontrar no balcão de vidro do andar térreo alguns quitutes. Entre eles, a linguiça congelada para levar para casa. É no subsolo que fica o ambiente mais requintado da casa, decorado com motivos árabes. Telefone: 3273-2324.

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