Brasília-DF,
22/SET/2021

Desenvolvidos em laboratórios, os alimentos do futuro começam a chegar

Nos EUA, pesquisadores fazem omelete com farinha. No próximo mês, holandeses experimentarão o hambúrguer de células-tronco bovinas

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Paulo Lima Publicação:18/07/2013 06:08Atualização:17/07/2013 21:49

Criar o que as pessoas vão comer a partir da segunda metade deste século tem se tornado uma preocupação constante dos centros de pesquisa. Isso porque, com a expectativa de aumento da população para 9 bilhões de pessoas até 2050, os alimentos consumidos hoje serão raros nas cozinhas, assim como os espaços para as produções rurais. As promessas dos laboratórios são turbinadas. Alguns alimentos são modificados geneticamente para fornecer mais nutrientes, e outros são adaptados — alternativa para preservar o sabor de ingredientes que podem ser extintos. Ao mesmo tempo em que as invenções despertam o interesse, há uma preocupação se o excesso de intervenções poderá fazer mal à saúde.

A Universidade Maastricht, na Holanda, após anos de experiência, se prepara para apresentar a carne in vitro. Feito a partir de células-tronco de vaca, o ingrediente poderá substituir a carne tradicional de gado. Chefe do Departamento de Fisiologia de Maastricht, Mark Post demonstra entusiasmo com a invenção. “Iremos apresentar o primeiro hambúrguer in vitro em 5 de agosto, em Londres. Esse será um marco para que as pessoas conheçam uma carne de 140g, feita com 20 mil tiras finas de músculos”, diz. Post avalia que a carne in vitro beneficiará também os vegetarianos. “Quem não come carne devido às preocupações éticas com relação à criação e ao abate de animais poderá adicioná-la à dieta”, acredita.

Outros benefícios da substituição da carne tradicional já foram comprovados em outras pesquisas. Um estudo publicado na revista Environmental Science and Technology em 2011, por exemplo, mostra que a carne cultivada poderia diminuir as emissões de metano e de outros gases liberados por bois e vacas criados em pasto e que contribuem para o efeito estufa. Porém, a carne cultivada de Post tem um preço salgado, o que a torna pouco acessível. Hoje, cada hambúrguer custa US$ 325 mil. O pesquisador acredita que o preço cairá quando o produto passar a ser comercializado.

 

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