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26/SET/2021

Sommerliers destacam a importância de usar os vinhos e comidas da mesma região

"Para harmonizar um prato francês, o melhor a se fazer é se casar a região do prato com a do vinho", ensina Francisco Chave

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Vinicius Nader Publicação:19/07/2013 06:03Atualização:18/07/2013 13:51

Olinaldo Oliveira: queda pelos vinhos franceses, portugueses e italianos (Bruno Peres/CB/D.A Press )
Olinaldo Oliveira: queda pelos vinhos franceses, portugueses e italianos
Nem sempre são somente as uvas que indicam a principal característica do vinho. Nos rótulos europeus o mais importante é a região onde a bebida é produzida. Isso porque muitas vezes os vinhos que saem dali são resultados da mistura de diferentes uvas. Segundo o sommelier Olinaldo Oliveira, da Super Adega, a França é o principal país quando falamos em vinhos "com personalidade". Ele destaca também as produções portuguesas e italianas, onde a região da Sicília é conhecida por apresentar rótulos "com mais acidez e frescor".

"Mas na França temos pelos menos três regiões que produzem vinhos fantásticos", afirma o sommelier, citando Borgonha, Bordeaux e Champagne. Da primeira, os vinhos são geralmente mais leves e baseados nas uvas pinot noir, gamay, chardonnay e alligoté. De Bordeaux, vêm vinhos mais fortes, chamados de corte e com uma variedade maior de uvas, onde se destacam cabernet sauvignon, cabernet franc, merlot e petit verdot. Já a região de Champagne é a que dá nome à famosa bebida ali produzida. Ressaltando sempre que apenas as bebidas daquela região podem ser chamadas de champanhe. As outras são espumantes.

Harmonização à francesa


"Para harmonizar um prato francês, o melhor a se fazer é se casar a região do prato com a do vinho", ensina Francisco Chaves, sommelier do restaurante francês Le Vin Bistrô, localizado no Espaço Gourmet do ParkShopping. Dessa forma, ele indica que o clássico boeuf bourguignon (R$ 49) - prato no qual a carne é cozida no próprio vinho e servida com legumes e molho à base de bacon e champignon - seja servido com um rótulo da borgonha, como o Roux Père y Fils pinot noir 2010 (R$ 138). "Esse vinho é perfeito para esse prato porque tem acidez, o que é muito bom para pratos com suculência", afirma Chaves.


'Para harmonizar um prato francês, o melhor a se fazer é casar a região do prato com a do vinho' Francisco Chaves,  sommelier (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)
"Para harmonizar um prato francês, o melhor a se fazer é casar a região do prato com a do vinho" Francisco Chaves, sommelier


O pato é outro ingrediente muito usado na cozinha francesa. No Le Vin Bistrô, o confit pode vir ao molho do próprio pato, acompanhado de batata sautée aromatizadas, com pimenta verde (R$ 88). Aqui, a sugestão é trazer um rótulo de Bordeaux. Mais especificamente o Bordeaux Château Mont Teza 2001 (R$ 141), que combina cabernet sauvignon, merlot e cabernet franc. Para representar a região de Champagne, Chaves pensou em dois clássicos: a Veuve Clicquot Brut (R$ 298) e o foie gras, presente em uma terrine com pimenta rosa e torrada de brioche (R$ 98). Uma tradição que aparece em vários bistrôs franceses e também é seguida pelo Le Vin é o restaurante ter um vinho desenvolvido especialmente para a casa.

No caso, um Bordeaux Château Les Arronans 2008 (R$ 118). "É uma bebida com predominância de merlot e que fica um ano no barril de carvalho. Ele cai muito bem com carnes suculentas, especialmente cordeiro e pato", afirma Chaves.

 

 

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