Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Sommelier explica que vinho barato pode ser usado na harmonização

Para Leonildo Santana, é possível encontrar rótulos de qualidade a preços convidativos

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Vinicius Nader Publicação:19/07/2013 06:02Atualização:19/07/2013 19:14

Leonildo Santana: 'A cultura de pedir auxílio ao sommelier está aumentando' (Bruno Peres/CB/D.A Press )
Leonildo Santana: "A cultura de pedir auxílio ao sommelier está aumentando"

"Para que um vinho seja bom, não é necessário que ele seja caro". Quem garante é Leonildo Santana, sommelier do restaurante Dom Francisco do Asbac. Segundo ele, é possível encontrar rótulos de excelente qualidade a preços convidativos: "É claro que há vinhos caros que são muito bons. Mas existem exemplos que permitem uma harmonização de pratos de alta gastronomia com vinhos muito bons a um custo-benefício que vale realmente a pena".

Os vinhos produzidos na América do Sul, especialmente, são bons exemplos. Isso porque a qualidade da produção de nossos vizinhos - e também a nacional - cresce a passos largos. Do Uruguai vem o Don Adélio tannat (R$ 49,92), indicado por Santana para acompanhar um bife angosto com arroz de brócolis e farofa de ovos (R$ 39). "O Uruguai é um excelente produtor de carnes e de vinhos. Casar a procedência nesses casos pode ser bem interessante", ensina o sommelier.

Preferência

Santana conta que nota uma certa resistência de clientes a pedir uvas ainda por eles desconhecidas nas mesas do restaurante. Com isso, ele tenta sempre sugerir algo que não seja apenas malbec e merlot, as duas uvas mais apreciadas do brasileiro, segundo ele. "O público chega já com o pedido na cabeça. Mas hoje em dia a cultura de pedir auxílio ao sommelier está aumentando", afirma Santana, que percebe preferência na clientela por rótulos mais amadeirados e com outras notas discretas.

Uma uva que Santana indica é a syrah, como o italiano Tellus syrah (R$ 81,33) ou o chileno Antawara Valley Syrah Collection (R$ 69,42), duas boas opções para acompanhar carnes como picanha ou filé. "A diferença entre eles dois é que o syrah produzido no Velho Mundo -no caso o italiano- é mais leve do que o do Novo Mundo, representado pelo chileno”, ensina o especialista.


 Bife angosto com arroz e brócolis e farofa com ovo, do restaurante Dom Francisco  (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Bife angosto com arroz e brócolis e farofa com ovo, do restaurante Dom Francisco


O custo-benefício de bons rótulos também pode aparecer na harmonização entre pratos como um doss mais famosos do Dom Francisco: o bacalhau. No caso de um bacalhau na brasa (R$ 79,90, somente no jantar) ele indica um português da região do Alentejo, o Cartuxa (R$ 83,90), ou o brasileiro Monte Paschoal Dedicato chardonnay (R$ 68,70), que acaba caindo bem com peixes em geral. Mas há quem insista em acompanhar bacalhau com vinho tinto.

Santana explica que este casamento pode não ser o mais comum, mas não é proibido. "Nestes casos indico os tintos mais envelhecidos, com poucas notas de madeira, como o Quintay Clava cabernet sauvignon (R$ 61,35), da região do Vale Central do Chile. Esse é um vinho que vai bem com carnes e com bacalhau", afirma.

 

 

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