Brasília-DF,
17/SET/2019

Aquavit, restaurante nórdico de comida contemporânea, fecha as portas

O espaço ocupou por dez anos a ML-12 do Lago Norte

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Liana Sabo Publicação:09/08/2013 06:09

Projeto de Lei engavetado na Câmara impede Simon Lau de manter aberto o Aquavit (Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
Projeto de Lei engavetado na Câmara impede Simon Lau de manter aberto o Aquavit

O mundo gastronômico da capital do país perdeu seu maior trunfo. Aquavit, restaurante nórdico de comida contemporânea, fechou as portas do bonito espaço que ocupou por 10 anos na ML-12 do Lago Norte, por duas razões: administrativa e profissional. No primeiro caso, a retirada do projeto da nova Lei de Uso e Ocupação do Solo da pauta da Câmara Legislativa “frustrou nossas expectativas”, revela Simon Lau Cederholm, sócio-proprietário da casa. Segundo ele, a nova lei “regulamentaria a situação do funcionamento do restaurante na área em que está localizado”.

Em segundo lugar, o dinamarquês Simon Lau, primeiro chef a incluir Brasília no seleto grupo de restaurantes locais que são referência nacional tem novos projetos em mente e necessita de “tempo livre para concretizá-los”. “Fomos crescendo, não em tamanho, mas em estrelas ao longo dos anos”, admite o chef, que lembrou o caminho percorrido até aqui com a certeza de o Aquavit ter acrescentado alguma coisa a Brasília.

Choro e decepção

Quem conhece bem o chef dinamarquês não acredita que ele tivesse “outros planos”. Isso foi apenas uma maneira elegante de poupar críticas à administração da cidade, que o acolheu, comenta um cliente que não quis se identificar. Depois de pagar multas em cima de multas, o restaurante há muito tempo vinha funcionando sob uma liminar, que venceu no último dia de julho.

“Ninguém que é colocado em pé de igualdade com os paulistanos D.O.M, Fasano e Mani e os cariocas Roberta Sudbrack e Olympe desiste do pódio”, raciocina o cliente. O fechamento do Aquavit foi comunicado aos funcionários sábado à noite, quando eles tiveram de assinar o aviso-prévio. Entre os oito nomes do staff, dois chefs estagiaram no restaurante Noma, de Copenhagen, por conta da casa. “Houve muito choro naquela hora”, lembra Maria Sílvia, da administração.

Já o chef Simon, que até a juventude morou na Escandinávia, insiste que “não se trata de tragédia”. Ele disse que aproveitará o tempo para estudar e pesquisar e, no início do ano que vem, “estaremos de volta no Plano Piloto com restaurante de outro formato”, prometeu.

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