Brasília-DF,
18/SET/2021

Especialistas revelam como escolher alimentos que fazem a diferença

Chefs da cidade usam as manhãs de segunda, quinta e sábado para ir à Ceasa. O Correio acompanhou as compras de quatro especialistas

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Paulo Lima Publicação:22/08/2013 13:00
Mariko Saito compra em grande quantidade: produtos são revendidos em mercado gourmet (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Mariko Saito compra em grande quantidade: produtos são revendidos em mercado gourmet

É quinta-feira, pouco mais de 4h e Brasília não está dormindo. Sobra disposição em quem levantou às 2h para selecionar os alimentos que serão vendidos nas Centrais de Abastecimento do Distrito Federal, a Ceasa, e naqueles que chegaram poucos horas depois para dar início às compras. Tarefa comum entre chefs da cidade às segundas e às quintas, dias que funciona o atacado (comércio em grande quantidade); e aos sábados, dia de varejo. O Correio acompanhou uma manhã de compras de quatro especialistas da alta gastronomia, que mostraram onde estão nas barracas os seus ingredientes prediletos e deram dicas preciosas aos menos experientes na cozinha.

Na conversa entre os corredores, é quase impossível andar. Embora os condutores avisem com um assobio que precisam trafegar, tem que ter muita atenção para não ser atropelado por um carrinho de hortifrutigranjeiro. E nada de gritaria dos vendedores para promover os produtos. Eles sabem que os compradores são fiéis, resultado de anos de familiaridade com o negócio. É o caso de Francisco Ansiliero, proprietário do restaurante Dom Francisco. “Aqui na Ceasa tem tudo o que preciso, não abro mão de vir pessoalmente escolher os alimentos”, explica.

Há 25 anos, desde que abriu as portas do seu empreendimento, ele vai “impreterivelmente” às segundas e às quintas à Ceasa para selecionar os ingredientes que usará em sua cozinha. “Nesses dias, é melhor porque se pode comprar em grande quantidade, já o sábado é indicado para vir com a família, pois há produtos em porções fracionadas”, diz Ansiliero, com a confiança de décadas de experiência no local. Não demora para ele avistar as ervas preferidas para compor os pratos. Sem titubear, esclarece sobre os ramos de alecrim e hortelã, que custam R$ 1,50 cada: “É sempre importante observar se as folhas estão firmes e têm coloração forte, como se estivessem sido recentemente arrancadas do pé. Se o ramo tiver o cheiro predominante da planta, também pode levar”, ensina.

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