Brasília-DF,
24/NOV/2014

Ovas de peixe conquistam o paladar dos brasilienses; saiba onde encontrar

Apesar de ainda raras, caviar pode ser encontrado no cardápio de restaurantes e nas prateleiras de empórios da cidade

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Vinicius Nader Rebeca Oliveira Publicação:30/08/2013 06:00Atualização:30/08/2013 07:54
Caviar preto e vermelho: preciosidade gastronômica oferecida em restaurantes da cidade
 ( Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Caviar preto e vermelho: preciosidade gastronômica oferecida em restaurantes da cidade

O caviar é uma preciosidade gastronômica. Proveniente da ova de esturjão, a iguaria de sabor marcante tem muitos admiradores, mas também há quem — seja pelo preço, seja pela dificuldade de encontrá-lo — nunca tenha visto nem comido, só tenha ouvido falar. Em alguns restaurantes da cidade, ele aparece em pratos combinados com frutos do mar ou mesmo com carne vermelha. Uma opção — geralmente mais em conta — que tem aparecido também são ovas de outros peixes, como salmão, capelin e arenque, que fazem as vezes do caviar.

Quem quiser levar a iguaria para casa encontra o caviar e as outras ovas em empórios e importadoras. O mais comum é a de salmão, oferecida no La Palma (R$ 59,50, a embalagem com 50g), no Mercado Municipal (R$ 49,90, a lata com 50g) e na Scotch House (R$ 50, o vidro com 57g).
No La Palma, ainda podem ser encontrados o caviar de capelin (R$ 28, 100g) e a bottarga, variedade de ova de tainha prensada, muito comum na culinária italiana (R$ 67, 100g).

No Mercado Municipal, também há mais duas opções: ovas de arenque e mujol, oferecidas em embalagem de 55g a R$ 44,90 e R$ 49,90, respectivamente. O caviar de arenque também pode ser encontrado nas prateleiras da Belini a R$ 47,90 em sua versão pasteurizada e vermelha, assim como o de tainha, oferecido na versão preta a R$ 54,70. Ambos em embalagem de 50g.

Questão de classe

Comer caviar é uma questão que vai além do paladar. Também está ligada ao hábito. Existe uma espécie de ritual para quem gosta de degustar as ovas especiais. Para muitos, o caviar fica ainda mais saboroso (e chique) se apreciado com uma colher de prata e numa boa companhia, harmonizado com uma taça de champanhe. O ideal é que se deguste o caviar com a calma que ele merece.

O produto  iraniano está entre os mais caros do mundo (Caren Firouz/Reuters - 9/11/03
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O produto iraniano está entre os mais caros do mundo

Considerado por alguns como um produto fora de moda, o caviar já teve seu auge no Brasil, especialmente entre as décadas de 1950 e 1970, quando as ovas eram bastante consumidas na alta sociedade. No início dos anos 1980, ele era servido até em boates cariocas e paulistas. Um exagero para alguns.

Além disso, era mais fácil de achar a preciosidade tanto para comprar como em restaurantes. Depois o produto foi ficando raro e as taxas de importação, elevadas, o que deixou o ingrediente ainda mais caro. Se o caviar for o iraniano, então, nem se fale. Avaliado como o melhor do mundo, o produto vindo do Irã chega a custar US$ 1,5 mil, cada 100g, enquanto a mesma quantidade do espanhol, encontrado em restaurantes da capital federal, custa cerca de R$ 120.

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