Brasília-DF,
16/JUL/2018

Publicitário se especializa em compra e venda de restaurantes da cidade

Segundo André Gil, o maior problema que os restaurantes encontram é na mão-de-obra

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Liana Sabo Publicação:30/08/2013 06:09Atualização:29/08/2013 13:37
Batatas crocantes escoltam patinho com alcaparras, mostarda, cebola e Jack Daniel's no Steak Tartare (Gui Teixeira/Divulgação)
Batatas crocantes escoltam patinho com alcaparras, mostarda, cebola e Jack Daniel's no Steak Tartare

Nem aquecido nem deprimido. O mercado gastronômico brasiliense vive transformações. Ao mesmo tempo em que perde importantes e tradicionais grifes, como o Aquavit, ganha outras que vêm com fôlego para incomodar os concorrentes, como Limoncello, de inspiração italiana; Nau, de frutos do mar; e Rubby, com base na cozinha mediterrânea. É tão intenso o troca-troca de marcas que já há profissionais exclusivamente dedicados ao negócio. É o caso do publicitário André Gil, formado em marketing e administração no UniCeub. Depois de 10 anos no ramo, André virou corretor de restaurantes. Foi ele quem fez a intermediação para a compra do Peixe na Rede, na QI-9/11 do Lago Sul; do Cadê Tereza, na 201 Sul; e, mais recentemente, do Olivae, que abriu na 405 Sul, no lugar do L’Atelier du Chef. “Não se pode dizer que o mercado esteja recessivo, grandes lançamentos virão em áreas novas, como Alphaville, Taquari e Jardim Botânico, sem falar em Águas Claras”, comenta o corretor, para quem o problema mais agudo dos restaurantes é a mão-de-obra.

Azeite até no doce

Fiel ao nome, Olivae usa azeite até na sobremesa. Deliciosa panna cotta de leite de coco com redução de manga leva farofa de doce e um fio de azeite doce, justifica o chef paulista Agenor Maia, que acaba de inaugurar o restaurante, o primeiro para chamar de seu. Com passagens no D.O.M., de Alex Atala, e no Astrid y Gastón, de Gastón Acurio, em Lima, o chef já cozinhou em Brasília em âmbito reservado, como no Nômade, uma grife itinerante, além do Chef in Box, serviço de delivery. Agora ele pratica cozinha contemporânea, que “traduz um pouco do que ganhei como bagagem pela vida”, explica.
Com corte de segunda da Beef Passion (patinho), Maia prepara steak tartare, com alcaparras, Jack Daniel’s, mostarda Dijon, cebola roxa e azeite trufado. No menu executivo, servido somente no almoço, há lombo de porco empanado parecendo croquete com purê de queijo minas e arroz branco por
R$ 31. Reservas pelo 3443-8775.

Cantina chique

Quem ainda se lembra das boas massas e da música oferecidas na cantina Orvieto (306 Norte), fundada por Alfredo Macedo, na década de 1980, vai poder reviver um pouco do clima no Limoncello, cujo proprietário, Eduardo Macedo pretende reeditar a fórmula do pai, porém com “uma pegada mais jovem e contemporânea”. Vai ter música, sim. “Violino e piano ao vivo só de composições italianas, além de um pouco de música francesa”, promete o restaurateur.
Localizado na ponta do Bloco A da 402 Sul, o restaurante de 45 lugares servirá almoço e jantar. Na cozinha, a restauratrice Fabiane Damasceno, mulher de Eduardo, comandará as caçarolas com a ajuda de dois subchefes. “Ela cozinha muito bem”, diz o marido orgulhoso sobre os predicados de Fabiane, que tem no currículo cursos rápidos com chefs da cidade. A inauguração está prevista para outubro.

Made in USA

Após meio século de funcionamento nos Estados Unidos, a Sbarro, marca de pizzas servidas em pedaços, abre as portas amanhã, a partir das 12h, na 405 Sul, com cardápio de massas, molhos, polpettas e pães quentinhos. Foi o casal goiano Walter e Luana Vilar que trouxe a primeira franquia da grife criada em Nova York, em 1956, e que conta hoje com mais de mil lojas ao redor do mundo.

O que fechou
Agrippina
Aquavit
Bistrô Gourmet
Botequim 208
Café Rayuela
Café Satis
Café Vinil
Enchendo Linguiça
Atelier du Chef

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