Brasília-DF,
16/SET/2021

Família paulista é referência quando o assunto é tradição na cozinha

Quando se escrever a história da gastronomia de Brasília, o nome da família Cazzoli terá espaço assegurado

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Liana Sabo Publicação:30/08/2013 06:20Atualização:29/08/2013 14:47
'Nós fomos os primeiros a banir o ketchup no serviço da pizza' Eduardo Cazzoli 
 (Breno Fortes/CB/D.A Press 
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"Nós fomos os primeiros a banir o ketchup no serviço da pizza" Eduardo Cazzoli

Quando se escrever a história da gastronomia de Brasília, o nome da família Cazzoli terá espaço assegurado. Em 1988, vindo de Jaú (SP), o casal Antonio e Sonia se fixou com cinco filhos na 203 Norte e passou a oferecer cardápio de massas frescas. Doze anos depois, a grife Don Romano acrescentou outro endereço ao abrir, na 212 Sul, e no ano 2000 chegou ao Lago Sul. Todos os filhos aprenderam os segredos culinários com a Mamma, mas só o caçula Estevão estudou gastronomia — numa escola do Senac, em São Paulo.

Terceiro forno à lenha a se instalar na cidade, depois do Kazebre, na W-3 Sul, e do Luigi, na QI 5 do Lago Sul, o do Don Romano nunca recebeu aditivos ou conservantes na massa. A tradição foi mantida mesmo depois de a grife reformar a cozinha toda em aço inox, além de câmara fria. Há dois anos, o caçula foi para Porto Seguro (BA). Ficaram na QI 11 os irmãos Antonio Marcos (Toco), na administração, e Eduardo, um chef autodidata que busca resgatar as receitas de família.

Cordeiro para dois
Uma delas é um corte (french rack) de cordeiro uruguaio, que depois de limpo tem duas costeletas unidas em forma de coroa e assado no forno. Servido com massa caseira, por R$ 98 para duas pessoas, é a sugestão deste domingo, informa Eduardo.
Antes do cordeiro, experimente o duetto di bruschetta, que são duas fatias de pão italiano, sendo uma tostada com alho, tomate, cebola, manjericão, e a outra com mix de cogumelos (shitake e paris) por R$ 14,90. Ou, se preferir, mozzarella in carozza, entrada individual que dá para duas pessoas. Trata-se de um sanduíche de queijo e filé de anchova, empanado sobre molho à putanesca, levemente picante, por R$ 11,30.

Conhaque no molho
Frango, peixe (salmão com ervas) e outra carne, como sete sugestões de filé, constam do menu, no qual as especialidades são mesmo as massas frescas, como o cappelletti della nonna montado sobre requeijão cremoso, coberto com frango desfiado, sugo de tomates e gratinado com muçarela; gnocchi della mamma (ambos por R$ 54,90) e faggotine La Vie en Rose, pequenos embrulhos de massa recheados com queijo brie, damascos, pinólis, parmesão e um leve toque de conhaque Henessy VSOP no creme de parmesão por R$ 59,90.

Todas as noites tem pizza, mas é aos domingos que elas atraem o contingente mais abonado do bairro. As especiais são as mais pedidas como a funghi trifolati com shitake, shimeji e paris; cana-brava com presunto, tomates, ovos, cebola, calabresa, bacon e azeitonas pretas e escarola rica com a folha refogada no azeite e alho, anchovas, azeitonas pretas e amêndoas tostadas. São sócios da casa Edith e Artur Mottus.

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