Brasília-DF,
22/SET/2021

Diego Koppe ensina como manter e realçar os temperos nos alimentos

O chef do restaurante Babel, ensinou o Divirta-se mais a elaborar uma receita com carne de coelho

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Rebeca Oliveira Publicação:13/09/2013 06:22Atualização:13/09/2013 10:49

Diego Koppe, do restaurante Babel, e seu coelho assado, feito em 40 minutos 
 ( Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Diego Koppe, do restaurante Babel, e seu coelho assado, feito em 40 minutos

Há três anos, Diego Koppe capitaneia o restaurante Babel. A casa já funcionava havia alguns anos, mas, sob a curadoria do experiente chef — ou cozinheiro, como prefere se intitular — , ganhou ainda mais fôlego. “Mudei tudo, só mantive o nome”, afirma. De carnes exóticas ou a de caça, serve pato e cordeiro. Mesmo sem o prato em seu cardápio, não hesitou e topou o desafio proposto pelo Divirta-se Mais: elaborar uma receita com carne de coelho, que tenha preparo e ingredientes descomplicados.

A quem não tem experiência com carnes de caça, Koppe ensina que os temperos ajudam a manter e a realçar suas características naturais. Nem todas seguem a mesma regra. A carne de javali, por exemplo, tem mais presença e pode ser acompanhada por um molho forte, como de redução de jabuticaba.

Já o coelho é uma carne leve, embora não possa ser comparada a frango ou a outras carnes brancas na hora do preparo. Ou seja, nada de exagerar nos temperos e especiarias: “Deixei marinando 24 horas em vinho branco para amaciar a carne, com cebola, salsinha, louro, pimenta e sal. Só depois assamos”.

À mesa, o coelho assado pode ir com legumes salteados ou risoto primavera, feito com abobrinha, tomate e muçarela de búfala. “Quanto mais simples for a nossa gastronomia, mais o ingrediente principal vai se destacar. Se agregarmos muitos ingredientes à receita, o coelho ficaria em segundo plano”, declara Koppe. 


Carne magra e saudável 

Cultura comum em outros países, como na França, o coelho tem uma carne com pouca gordura e apresenta um teor elevado de proteínas e sais minerais, além de praticamente não haver colesterol em sua composição.


Diego Koppe acredita que o único empecilho ao aumento de consumo de coelho no Brasil é o preço: "A mesma coisa acontece com o peixe. As carnes vermelhas são mais baratas. Em vez de a pessoa comprar uma corvina por R$ 17, prefere comprar um quilo de patinho moído, que dura a semana inteira". Por isso, o chef sugere que o coelho seja consumido pelo menos uma vez ao mês. A receita que preparou, fácil e rápida, pode se tornar um interessante cardápio para um domingo.


Confira o vídeo da receita

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