Brasília-DF,
16/JUL/2018

Especialistas indicam pratos e sobremesas que remetem a clássicos do cinema

A alta gastronomia também tem seus dias de estrela nos sets de bares, lanchonetes e restaurantes da cidade

Diminuir Fonte Aumentar Fonte Imprimir Corrigir Notícia Enviar
Mariana Vieira - Especial para o Correio Rebeca Oliveira Vinicius Nader Publicação:20/09/2013 06:00Atualização:19/09/2013 23:33


No início dos anos 1910 e 1920, a comédia pastelão vivia seu auge. Era torta na cara a torto e a direito. Depois, a relação entre o cinema e a gastronomia — duas artes deliciosas — foi ficando cada vez mais estreita. Para muitos, elas chegam a ser indissociáveis. E não estamos falando apenas de pipoca. A alta gastronomia também tem seus dias de estrela nos sets de bares, lanchonetes e restaurantes da cidade, que muitas vezes aproveitam o tema para batizar pratos e inspirar a decoração e a proposta da casa.

 

Aproveitando que a cidade respira cinema durante o 46º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o Divirta-se Mais escalou drinques, entradas, pratos principais e sobremesas que poderiam ter saído direto da telona para a sua mesa.

Entre o clássico e o popular

Para Oswaldo Scafuto, sócio do restaurante Santé 13, “o cinema e a gastronomia caminham sempre juntos pelo senso estético e pela capacidade de lançar tendências e se tornarem referência”. Também foi assim na hora de abrir seu restaurante, há quase um ano, na Asa Norte. “Estava ainda pensando em como seria o restaurante quando assisti a Meia noite em Paris (Woody Allen) e me inspirei em ambientes mostrados no longa para criar o meu, com pouca luz e muito uso de madeira”, conta.

 

Mil folhas de frutas vermelhas do Santé 13: sobremesa com sabor de E o vento levou (Monique Renne/CB/D.A Press)
Mil folhas de frutas vermelhas do Santé 13: sobremesa com sabor de E o vento levou


O empresário define a cozinha do Santé 13 como um misto entre o refinado e o popular. Por isso escolheu dois filmes para fazer referência em seu cardápio: um dos maiores clássicos da sétima arte, E o vento levou (Victor Fleming), e o brasileiro Tropa de elite (José Padilha). Oswaldo justifica a primeira escolha citando o “ar aristocrático” e “clássico” do longa de 1939 — premiado com oito Oscar, incluindo melhor filme, direção e atriz (Vivien Leigh) — também presente em algumas sobremesas, caso do mil folhas de frutas vermelhas servido na casa por R$ 14,50. No doce, a massa folheada é recheada com chantilly de framboesa, geleia de morango e ganache de chocolate meio amargo.

 

Pede pra ficar…

Já o Brasil é representado pelo picadinho, “um prato bem brasileiro, com elementos como farofa e banana, além de ser forte como o Tropa de elite”. O picadinho do Santé (R$ 39,90) é servido apenas no almoço de terça a sexta e tem em seu elenco coadjuvante, ao lado da carne servida em uma panelinha, arroz com brócolis, banana grelhada, ovo pochê e farofa de azeitonas e bacon.

 

Oswaldo Scafuto e o picadinho: prato brasileiro, como o filme Tropa de elite (Monique Renne/CB/D.A Press)
Oswaldo Scafuto e o picadinho: prato brasileiro, como o filme Tropa de elite
 

 

Outra casa que aposta no tradicional prato brasileiro é o Villa Tevere, que serve sua versão da receita no almoço de quartas e quintas-feiras a R$ 82,70, a porção para duas pessoas. Aqui, o filé-mignon picado é escoltado por arroz com brócolis, farofa de ovos, bacon, passas e azeitonas e banana-da-terra grelhada, com molho da própria carne com vinho e mostarda.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.

BARES E RESTAURANTES

CINEMA

TODOS OS FILMES [+]

EVENTOS






OK