Brasília-DF,
20/JUL/2018

Publicitário troca a agência na hora do almoço pelo restaurante Patuá

Luiz Felipe comprou o estabelecimento no início deste ano, mesmo assim não larga a publicidade

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Liana Sabo Publicação:20/09/2013 06:08

Na hora do almoço, Luiz Felipe troca a agência de publicidade pelo Patuá no Deck Brasil (Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press)
Na hora do almoço, Luiz Felipe troca a agência de publicidade pelo Patuá no Deck Brasil

Descendente de uma família de jornalistas e gourmets — os avós Branca e Luiz Orlando Carneiro são investidores — o brasiliense Luiz Felipe Carneiro Machado, de 29 anos, optou pela publicidade e nessa carreira permanece até mesmo quando, no início do ano, decidiu comprar de um sócio, na agência de propaganda, um restaurante, “que não estava sendo bem administrado”, analisa.

A primeira coisa que o novo proprietário fez foi contratar o consultor gastronômico Bruno Cajado, que levou quatro meses implantando práticas de cozinha, elaborando novo cardápio e treinando equipe.

Tudo isso numa cozinha de shopping, que, embora pequena, já tem história. Fundado em novembro de 2005, o Pátua levou para o Deck Brasil (QI 11, Lago Sul) nada menos do que o veterano Luís Siqueira Lima, que atuou como auxiliar de cozinha no jantar do Hotel Nacional em homenagem à rainha Elizabeth II, em novembro de 1968. Sete anos mais tarde, a família Moreira (o pai Eduardo e os filhos Fernando e Rodrigo) venderam a casa de culinária brasileira para o publicitário Victor Damasceno, que a manteve durante apenas um ano.

Filés ficaram e...

Terceiro proprietário do espaço, Luiz Felipe mudou algumas coisas que havia na gestão anterior, com exceção de poucos pratos de carne que as pessoas iam lá para saboreá-los, além do queijo coalho grelhado ao molho de mel de engenho. Foram mantidos o filé-mignon coberto com crosta de alho torrado ao molho de cerveja escura, escoltado por arroz cremoso de açafrão (R$ 35); o filé Patuá, com rodelas de cebola e queijo coalho grelhado acompanhado de baião de dois e geleia de pimenta; o picadinho com farofa de alho, banana assada e ovo pochê e o Brasil Japão, outro picadinho de filé acebolado com cogumelo shimeji e molho shoyu com arroz colorido (R$ 35).

…vieram os peixes


Na última edição do Restaurant Week, Bruno Cajado desenvolveu filé de robalo ao molho de pimenta rosa, arroz colorido, batatas ao murro e crocante de alho-poró. O prato (R$ 37) não só continua no menu, como também ganhou outras duas versões: robalo brasileirinho com castanha-do-Brasil e robalo moquecado ao molho de camarões e pirão de peixe.


Filé de robalo com pimenta rosa, arroz colorido, batatas ao murro e crocante de alho-poró (Antonio Cunha/Esp. CB/D.A Press)
Filé de robalo com pimenta rosa, arroz colorido, batatas ao murro e crocante de alho-poró


“Em busca da diversidade, cada ingrediente básico, como carne, peixe ou ave, entra no mínimo duas ou até três vezes no cardápio”, ensina o chef-consultor, que só trabalha com produtos frescos. “Aqui não tem essa de pegar um produto no fundo do freezer para descongelar”, completa Luis Felipe. Comandada pelo chef Junior Barbosa, a brigada cozinha todos os dias no almoço e de quarta a sábado, também no jantar.

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