Brasília-DF,
15/JUL/2018

Moqueca se consolida como um dos ícones da culinária nacional

A iguaria baiana leva dendê e leite de coco. A capixaba, azeite de oliva e molho de tomate. Independentemente da combinação, o prato à base de peixe encanta o paladar e se consolida na cozinha

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Paulo Lima Publicação:21/09/2013 06:04
A moqueca baiana, com forte influência africana, combina com arroz branco, pirão de peixe e farofa de dendê (Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A moqueca baiana, com forte influência africana, combina com arroz branco, pirão de peixe e farofa de dendê


Começou como pokeka. De nome estranho, a primeira versão da moqueca certamente já agradava. No prato de origem indígena, peixes eram envoltos em folhas com ervas e assados. Ao longo do tempo, a combinação ganhou molho e harmonizações distintas. Hoje, as versões capixaba e baiana têm se consolidado como símbolos da gastronomia nacional. Enquete realizada pelo Ministério do Turismo indica o prato como o escolhido pelos participantes para servir aos turistas estrangeiros.

Independentemente da versão, a panela de barro é indispensável. Não só por questões estéticas — as borbulhas do caldo no recipiente rústico enchem os olhos — , mas também para manter a comida quente, forma indicada de apreciação. É o que explica Cristina Oliveira, proprietária do Ki-Mukeka, no Setor de Clubes Norte. “A panela preserva o alimento por mais tempo, mantendo-o sempre na temperatura elevada. Isso faz com que exale os aromas dos ingredientes, estimulando o paladar”, diz. Segundo Oliveira, o fato de em Brasília viver pessoas de várias regiões brasileiras faz com que a moqueca seja bastante apreciada na cidade.

Para agradar aos variados filhos da capital, a casa especializada no prato dispõe de 135 ingredientes a serem usados na moqueca. A combinação fica a gosto dos clientes, mas os produtos-base são preservados. No caso da moqueca baiana, o azeite de dendê e o leite de coco. Entre as com mais saída no estabelecimento, a moqueca com o peixe badejo arranca suspiros. “Por ter a carne branquinha, o peixe fixa a cor predominante dos condimentos. É bastante saborosa e combina bem no caldo”, garante Cristina Oliveira.

Moqueca Baiana, por Cristina Oliveira

1kg de filé de badejo (frescos)
2 tomates
2 cebolas
1 limão
1 colher de azeite de dendê (sopa)
1 vidro de leite de coco
Sal (a gosto)
Coentro (a gosto)
Água (o quanto bastar)

Modo de preparo: Tempere o peixe como o sal, o limão e o coentro. Bata o tomate e a cebola no liquidificador. Acrescente a colher de azeite de dendê e o leite de coco para encorpar a mistura. Leve ao fogo mexendo com cuidado para não desmanchar o peixe. Após levantar fervura, acrescente água aos poucos até ficar um caldo consistente. Para acompanhar, arroz branco, pirão feito com o caldo do peixe e farofa com dendê. Cristina Oliveira sugere consumir com cerveja gelada ou caipirosca de frutas.

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