Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Restaurante português abre em Brasília com preços mais competitivos

Com duas unidades da marca Trindade em São Paulo, a casa, finalmente, chega à capital. Para José Roberto Giancoli, administrador do restaurante Trindade, os preços dos pratos estavam altos para o público

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Liana Sabo Publicação:27/09/2013 06:15Atualização:26/09/2013 13:36

O chef Dior Marques, o gerente João Cavalcante e a coordenadora de eventos Samyra Melo são os destaques na equipe de José Roberto Giancoli (E)  (Janine Moraes/CB/D.A Press)
O chef Dior Marques, o gerente João Cavalcante e a coordenadora de eventos Samyra Melo são os destaques na equipe de José Roberto Giancoli (E)

Dois anos após a inauguração na esquina de cima da 105 Sul, A bela Sintra, premiado restaurante paulistano, dá lugar à grife que era o número 2 do grupo. Embora igualmente português, Trindade é mais informal que a casa-mãe e por isso também pratica preços mais competitivos. Com duas unidades em São Paulo — uma na rua Amauri,328 e outra no Shopping Iguatemi Alphaville —, a de Brasília é a terceira versão de uma marca, que acaba de receber investimentos de uma holding voltada ao setor de alimentação.

Um dos sócios da holding Marcello Giancoli convocou o pai José Roberto Giancoli, economista e administrador de empresas, para comandar o Trindade, como representante do grupo na capital. O patriarca, que também tem outro filho investidor, marcou para terça-feira, 1º de outubro, a abertura oficial da nova casa, que passou por algumas reformas “sem fechar as portas um dia sequer”, destaca o restaurateur.

Prata da casa
Com exceção do gerente João Cavalcante, que veio de São Paulo, toda a equipe é local, como o chef de cozinha Dior Marques, que já trabalhava na casa, e a brasiliense Samyra Melo, coordenadora de eventos. Um dos alvos da nova administração, que trocou até a cor das paredes, é atrair o público jovem. “Vamos remodelar o bar para deixá-lo mais descontraído”, antecipa Giancoli.

Onze opções de bacalhau confirmam o peixe norueguês à moda lusitana, o carro-chefe do cardápio (preços variam de R$ 74 a R$ 120), que traz também carnes, como filés, cordeiro grelhado e espetinho de frango. Idêntico ao menu de São Paulo, há até massas como “espaguete à bolonhesa, que lá sai muito, mas aqui tenho minhas dúvidas”, confessa o administrador. Funciona de terça a sábado para almoço e jantar e domingo até as 18h. Telefone 3242-4039.

Três perguntas // José Roberto Giancoli


No começo de 2011, perguntei a Carlos Bettencourt por que trazer o A bela Sintra para Brasília e ele respondeu que aqui havia um público abonado, além de muitos clientes de São Paulo. Isso vale para o Trindade também?


Não penso assim, buscar em Brasília uma faixa elitizada é um grande erro. Nós devemos trazer para cá um restaurante que possa atender a todos, não apenas uma faixa, até porque a elite fica muito pouco na cidade.

Como conquistar novos clientes sem mexer na matéria-prima?


É uma questão de custos. Os preços estavam muito aviltados e a manutenção de pessoal do Rio e de São Paulo em viagens constantes para cá onerava muito a casa. Tenho hoje apenas um funcionário de fora, a equipe toda é brasiliense. Se eu estou aqui, tenho que usar a mão de obra local.

A opção portuguesa é rígida ou admite outras influências culinárias?


O carro-chefe está na linha portuguesa, mas temos outras opções, como carnes nobres — não que queiramos concorrer com as tradicionais grifes que trabalham com carne. Vamos partir para um cardápio comparável ao do A bela Sintra — nós somos concorrentes em São Paulo —, mas preferencialmente uma comida portuguesa.

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