Brasília-DF,
19/SET/2017

Embaixador de Portugal fala sobre a crescente presença do país na capital

Um evento na última sexta-feira (6/12) reuniu diversos distribuidores de vinhos e alguns rótulos já foram encomendados

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Liana Sabo Publicação:13/12/2013 06:08

Francisco: Portugal dispõe de uma gastronomia muito rica e variada, aliás, muito apreciada pelos nossos irmãos brasileiros e que tem tudo para agradar a paladares amplos e exigente (Aureliza Corrêa/Esp. CB/D.A Press)
Francisco: Portugal dispõe de uma gastronomia muito rica e variada, aliás, muito apreciada pelos nossos irmãos brasileiros e que tem tudo para agradar a paladares amplos e exigente

2014 não foi o Ano Internacional de Portugal no Brasil — o país da vez é a Alemanha. Mas, para a representação lusitana em Brasília, é como se fosse, tal a movimentação de portugueses que vieram à capital por diversos motivos, especialmente para mostrar seus vinhos. Como os cinco produtores da região Beira Interior, que apresentaram, pela primeira vez na cidade, os seus melhores rótulos numa degustação aberta ao público.

Em busca de distribuidores que coloquem a bebida no mercado local, estiveram na última sexta-feira (6/12), na Embaixada de Portugal, dirigentes das conceituadas vinícolas Adega da Covilhã, Adega do Fundão, Quinta dos Currais, quinta dos Termos e 2.5 Vinhos de Belmonte. Negócios foram encaminhados e a perspectiva é de que alguns rótulos da Beira Interior venham a se somar aos importados no ano que vem, como na Adega Baco e na Art Du Vin.

O embaixador Francisco Ribeiro Telles nem pôde estar presente. No mesmo dia, ele compareceu ao sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2014, realizado na Costa do Sauípe. Lá, ele ficou sabendo que irá recepcionar o grande craque Cristiano Ronaldo e toda a seleção portuguesa, em 26 de junho, data da partida dos Tugas contra Gana, no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Ao retornar da Bahia, o embaixador falou com a coluna sobre a vitória de um pleito português: incluir a dieta mediterrânea no ranking da Unesco.

Três perguntas para Francisco Ribeiro Telles

Depois do fado, Portugal obtém a segunda inscrição na lista do Patrimônio Imaterial da Humanidade, com a dieta mediterrânea, compartilhada com outros países. Qual o significado da conquista?

Eu diria que foi uma vitória muito saborosa de vários países, nos quais se inclui Portugal. Parece-me importante destacar, na inclusão da dieta mediterrânea ao Patrimônio Imaterial da Humanidade, a preservação de um vasto legado e a valorização de uma identidade partilhada com países como o Chipre, a Croácia, a Espanha, a Grécia, a Itália e o Marrocos. Este denominador envolve um conjunto de capacidades, conhecimentos, rituais, símbolos e tradições relativos a sementeiras, colheitas, pesca, criação de animais, conservação, processamento, cozinha e, sobretudo, partilha e consumo de alimentos. Além da “proteção especial” atribuída ao “ patrimônio alimentar”, a classificação da Unesco coloca em evidência outros valores que partilhamos, como a hospitalidade, a vizinhança, o diálogo intercultural e a criatividade.

Os suculentos pratos tradicionais da cozinha portuguesa, à base de cortes suínos, linguiças e perna de cabrito — que atraem o turista gourmet — ficam rebaixados depois disso?

Tenho certeza que não. Portugal dispõe de uma gastronomia muito rica e variada, aliás, muito apreciada pelos nossos irmãos brasileiros e que tem tudo para agradar a paladares amplos e exigentes. Baseia-se, em geral, em produtos de genuína qualidade, cozinhados segundo receitas tradicionais ou de acordo com tendências mais inovadoras e inusitadas. Julgo que esta classificação atribuída pela Unesco é uma motivação extra para quem nos visita e só valoriza este patrimônio do qual nos orgulhamos muito que é o da gastronomia portuguesa.

A dieta mediterrânea pode ser feita com produtos brasileiros?

Claro que sim. A intensa relação comercial entre Portugal e o Brasil permite que, na maior parte das cidades brasileiras, seja possível encontrar alguns desses produtos, como o azeite, os cereais refinados, as frutas e o vinho, por exemplo.

Tags: celular

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