Brasília-DF,
22/SET/2021

Preocupado com a saúde, homem moderno adota hábitos alimentares mais sustentáveis

A preocupação com a alimentação saudável começou na década de 1930 e ganhou corpo 30 anos depois com o movimento hippie, que priorizou tudo que fosse natural

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Isabela de Oliveira Publicação:09/01/2014 09:01Atualização:09/01/2014 10:23

Professor Jean Marconi Carvalho em mini horta do colégio Ciman (Bruno Peres/CB/D.A Press)
Professor Jean Marconi Carvalho em mini horta do colégio Ciman

É cedo quando a agitação acusa que a cidade despertou. Passageiros disputam um espaço nos ônibus, enquanto os carros congestionam avenidas. Nas empresas, funcionários desafiam o relógio para entregar resultados dentro do prazo. Sem tempo de preparar refeições saudáveis, engolem lanches instantâneos, industrializados, de procedência desconhecida. Mas Jean Marconi Carvalho, 40 anos, não. Diante de tanta correria, ele freou. E a primeira medida para desacelerar foi cuidar melhor da alimentação. Para isso, escolheu o slow food.

Há três anos, o servidor público presta mais atenção no que coloca no prato. A preocupação com a dieta saudável também virou compromisso social. Jean integra o Slow Food Cerrado, grupo de pessoas que realiza atividades sem fins lucrativos com produtores locais, além de palestras e atividades educativas relacionadas à alimentação.

Quem participa desse coletivo, ou simplesmente mantém uma relação mais íntima com a filosofia do movimento criado pelo italiano Carlo Petrini no fim da década de 1980, observa principalmente se o preço do alimento é justo e se a comida, saborosa e limpa. “Isso significa que o valor deve ser bom para mim e para o produtor. Não é o alimento bom que é caro, o industrializado que é barato demais”, explica Jean. “O gosto também deve ser bom e o alimento, limpo. Ou seja, a produção não pode agredir o meio ambiente.”

A preocupação com a alimentação saudável começou na década de 1930 e ganhou corpo 30 anos depois com o movimento hippie, que priorizou tudo que fosse natural. Mais recentemente, o avanço da obesidade pelo mundo tornou a questão ainda mais urgente. Movimentos como o slow food e a valorização dos produtores regionais, porém, esbarram em um obstáculo econômico. Essas opções costumam ser mais caras que as industrializadas.

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