Brasília-DF,
20/SET/2021

Capital ganha o primeiro restaurante com culinária da Mongólia

O Genghis Khan será inaugurado na última semana de março, na 214 Norte, Bloco C

Diminuir Fonte Aumentar Fonte Imprimir Corrigir Notícia Enviar
Liana Sabo Publicação:14/03/2014 06:14Atualização:13/03/2014 13:43

Os sócios Ildeu Monteiro e os irmãos Pedro e Mateus Takano buscam na família de origem nipônica receitas exclusivas (Bruno Vial/Divulgação)
Os sócios Ildeu Monteiro e os irmãos Pedro e Mateus Takano buscam na família de origem nipônica receitas exclusivas

Brasília, aos 54 anos incompletos, ganha o primeiro restaurante da exótica e diferenciada culinária mongol (também vale o adjetivo mongólica). Chama-se Genghis Khan e será inaugurado na última semana de março, na 214 Norte, Bloco C (onde funcionou o Jap’s), por três proprietários: os irmãos Pedro e Mateus Takano (netos de japonês) e o professor de matemática aposentado  Ildeu Monteiro.

Na Mongólia de hoje, Gengis Khan é considerado o herói máximo e pai daquela civilização. Embora seu exército tenha matado mais de um milhão de pessoas, a figura do imperador-guerreiro é venerada na cultura popular do país. Uma das razões por ser tão idolatrado pelo povo é o fato de ter conseguido alimentar de modo rápido e eficiente mais de 3 milhões de guerreiros enquanto percorria enormes distâncias. Os mongóis são um povo nômade.

Outro vínculo que o comandante militar mais expansionista da humanidade (dominou quase 20 milhões de km², o equivalente a 2,3 vezes o território brasileiro) tem com a culinária é a paternidade do bife tártaro. Antes de saírem para a batalha, os generais de Gengis Khan colocavam sobre o pelo dos cavalos mantas de carne crua que recebiam a salga mediante suor dos animais montados.

Em outra “receita”, os guerreiros misturavam tiras de carne — cortadas com o fio da espada — com legumes, temperos e molhos e grelhavam a combinação na parte côncava de seus capacetes e escudos. Procuravam, então, um lugar elevado para se sentar e dividiam uma refeição comunitária preparada em uma chapa redonda.

Foram esses dois aspectos — preparo dos ingredientes em uma única panela e compartilhamento da comida — que motivaram os novos restaurateurs a oferecer esse método à clientela. “Há 25 anos, nossa família se reúne em torno de um prato único temperado com molho especial à base de shoyo e alho criado por uma prima”, diz Mateus. Marisol Hiromi Takano é a autora do secreto molho livre de glúten, açúcar e lactose.

 

Três pratos à base de carne e vegetais

Enquanto Pedro Takano, de 30 anos, cuidará das contas, Mateus, de 28, e Ildeu, de 59, tomarão conta das panelas. Os dois se conheceram durante o curso de gastronomia concluído ano passado no Iesb. O primeiro, também formado em direito pela UnB, largou a carreira de advogado, e o segundo interrompe aulas de culinária na rede oficial. São eles os autores do cardápio da casa, baseado em três nabemonos, palavra que significa “uma panela só”.

Decorado nas cores branca e cinza e com pinceladas laranja nas luminárias, o restaurante terá mesas e cadeiras desenhadas pelos arquitetos Eduardo Saínz e Lilian Glayna, que usaram aço cortain para recobrir as paredes externas. No prato que tem o nome da casa e vem numa panela de ferro fundido sobre carvão em brasa, o cliente coloca sobre a grelha os ingredientes — nacos de filés suíno e bovino, bacon, shimeji, bardana, acelga, repolho roxo, cenoura, ervilha-torta, brócolis, abobrinha, berinjela e batata — e vai consumindo-os no ponto desejado. Acompanha o molho especial da prima. Para ajudar, são oferecidos hashis. 

Carta de saquês

O terceiro nabemono é denominado chabu-chabu, som onomatopaico do ruído provocado pelos ingredientes quando caem na água fervente, uma espécie de caldo de farinha de peixe chamado dashi com lascas de peixe desidratados. São cinco (filé, agrião, acelga, shitake e brócolis), quase os mesmos do prato Genghis Khan, só que com dois molhos diferentes: ponzu de shoyo e limão e missô.

Você pode pedir arroz japonês para acompanhar, além de saquê escolhido numa carta exclusiva e única na cidade, que traz como novidade a bebida frisante. Ah! O menu ainda tem mais dois pratos de vegetais e carne, como missoshiro e yakissoba.

De sobremesa, há seis opções, entre elas o ginger khan, brownie de gengibre com calda de limão siciliano e sorvete de creme; mandju (pãozinho japonês de feijão azuki) com frutas flambadas, banana na brasa e pêra ao saquê. Com 48 lugares, dos quais 36 na área externa, a casa funcionará de terça a domingo, a partir das 18h. Telefone: 9973-0020.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.

BARES E RESTAURANTES

CINEMA

TODOS OS FILMES [+]

EVENTOS






OK