Brasília-DF,
26/SET/2021

Bartolomeu abre em Brasília mantendo as origens da marca goiana

A casa oferece forno à lenha, o leitãozinho à pururuca e a adega com rótulos do mundo inteiro

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Liana Sabo Publicação:28/03/2014 06:11Atualização:27/03/2014 11:04
Os sócios Claudio Dias e João Paulo Araújo celebram a abertura do Bartolomeu na 409 Sul (Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)
Os sócios Claudio Dias e João Paulo Araújo celebram a abertura do Bartolomeu na 409 Sul

Depois de a onda de grifes paulistanas invadir Brasília e em meio a uma crise que tem provocado o fechamento de diversos estabelecimentos, Bartolomeu, uma marca goiana, finca bandeira na 408 Sul (onde era a Devassa) trazendo suas mais apreciadas atrações: o forno à lenha, o leitãozinho à pururuca e a adega com rótulos do mundo inteiro. O belo projeto da arquiteta Meire Santos já estava concluído desde o fim do ano passado, mas “não tivemos pressa, preferimos ajustar bem alguns pontos antes de abrir as portas”, justifica o engenheiro Pedro Vasco, proprietário da casa, que funciona desde 2007 no Shopping Bougainville, em Goiânia.

A versão brasiliense é comandada pela dupla João Paulo Araújo, de 27 anos, e Claudio Dias, de 53. Formado em publicidade, o primeiro é filho do fundador e, antes de vir a Brasília, trabalhou na casa-matriz. O segundo é economista e está encarregado não apenas da administração. “Nós tomamos conta de tudo”, disse o sócio.

Leitão assado inteiro

No estilo low profile, Bartolomeu estreou há uma semana sem alarde. Amigos e transeuntes que viam a casa aberta eram atendidos por uma equipe redobrada. Maîtres, assadores, sommeliers e garçons vieram de Goiânia treinar a turma local, até porque o cardápio praticado é o mesmo, a começar pelo porquinho à pururuca.

Carro-chefe da casa, o leitãozinho de 30 a 35 dias já chega limpo, mas ainda é esfregado com cachaça e limão para tirar eventual inhaca. Criado em fazenda, o animal era fornecido pelo rebanho suíno do próprio restaurateur. “Agora, porém, a demanda aumentou e temos de buscar fora”, diz João Paulo. Mistura de alho, páprica picante, pimenta-de-bode, pimenta-de-cheiro, pimenta síria, alecrim e tomilho injetada sob a pele do animal garante o sabor da iguaria.

Sequência de pratos

Depois de 36 horas, o leitão vai ao forno, de onde sai pururucado a ponto de estalar no céu da boca. Esta pegada artesanal do assar é quase uma obsessão da casa e se repete no cordeiro e no galeto. Também há bacalhoada feita com o peixe do Porto. Não é necessário pedir os pratos. Na degustação, todos vão à mesa. O serviço começa pela salada e frios e segue com os diversos cortes de carne, além de salmão e lasanha.

Como acompanhamento, batata típica da casa, polenta, arroz com alho e amêndoas, farofa de ovos e chuchu gratinado (com sabor). Além de todos os itens do almoço (R$ 58), o jantar traz três especialidades: camarão com espaguete, ossobuco de cordeiro e bacalhoada por R$ 78.

Rodízio de tira-gostos

Junto ao forno à lenha, instalado no térreo, há uma área de preparo de massas, como focaccias que introduzem qualquer refeição, inclusive a do happy hour. Você pode curtir um fim de tarde e gastar apenas R$ 38 para degustar linguiças, pernil, esfihas, empadinhas, asinhas picantes, frios e lagarto. Difícil será a escolha do vinho (há taças por R$ 8,50), numa coleção de mais de 10 mil garrafas. Vieram de caminhão de Goiânia, onde a marca tem colossal depósito das melhores safras da França, da África do Sul, da Nova Zelândia e do Chile.

Decorado com muita madeira e piso de ladrilho hidráulico, o restaurante dispõe de 300 lugares distribuídos em três ambientes: adega, no subsolo; térreo; e sobreloja. Funciona todos os dias. Telefone: 3442-1169.

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