Brasília-DF,
21/SET/2021

Chef Thalita Kalix estreia no comando de cozinha da Cornucópia Pimentas

A especialista desenvolveu duas geleias - de kiwi, jalapeño, menta e gengibre e de laranja, cardamomo e sete pot primo - e um molho com damasco, tahine e polpas de pimentas nucleares, batizado de naar arabi

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Liana Sabo Publicação:11/04/2014 06:09
Prato da chef Thalita Kalix (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Prato da chef Thalita Kalix

Raras e preciosas, pimentas nem sempre provocam a maior picância. Elas até podem ser naturalmente hiperardidas, mas na conversão de molhos e mescla com outros ingredientes se tornam bem comportadas em matéria de ardores. É isso o que ocorre com a planta nas mãos de Priscila Bizzi, proprietária da Cornucópia Pimentas, cujo lema é “quebrar o paradigma de que pimenta só arde”.

Nesse sentido, ela desenvolveu duas geleias — de kiwi, jalapeño, menta e gengibre e de laranja, cardamomo e sete pot primo — e um molho com damasco, tahine e polpas de pimentas nucleares, batizado de naar arabi, que na língua árabe significa fogo árabe. Quem deu o nome ao molho foi a chef Thalita Kalix, de 28 anos, que vai pilotar, no sábado, almoço temático para lançar os três produtos na sede da empresa, situada no Lago Oeste.

No cardápio, salada de pepino com coalhada picante, falafel com molho naar arabi, arroz marroquino e pernil de cordeiro servido com a geleia de kiwi picante, que vai muito bem com um tinto tempranillo. De sobremesa, doce de macarrão frito com nozes chamado kanafeh, “uma receita que aprendi com a minha avó Dora, que a recebeu da sogra libanesa”, explica Talita. Com o kanafeh, vai uma colherada da geleia de laranja picante.

Nasce uma chef
Thalita Kalix prepara receitas árabes de seus antepassados (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Thalita Kalix prepara receitas árabes de seus antepassados

Servido na mesa em grandes travessas, no estilo familiar, será o primeiro almoço aberto que a jovem chef protagoniza na cidade. Nascida em Cuiabá, Thalita veio a Brasília para cursar jornalismo na UnB. Ainda estudante, estagiou na editoria de Esportes do Correio, que a contratou mais tarde para cobrir a área de esporte amador. Foi aí que a repórter carimbou passaporte para diversos destinos no exterior, quando se tornou assessora de imprensa do Comitê Paraolímpico Brasileiro.

Mas a gastronomia, que corre nas veias, falou mais alto e Thalita trocou a caneta e o bloquinho pelas facas e panelas e decidiu aprender as técnicas culinárias na escola mais famosa do mundo: Le Cordon Bleu, em Paris. Na capital francesa, teve a oportunidade de trabalhar em restaurantes renomados, como o Septime, eleito o 49º melhor do mundo pela revista inglesa Restaurant em 2013.

Ainda na Europa, a cozinheira cuiabana estudou culinária italiana em Florença, onde trabalhou no restaurante Il Santo Bevitore e no time de futebol da Fiorentina. Voltou a Brasília no final do ano passado e tem atuado como chef em casa, professora de culinária particular e consultora gastronômica.

Como chegar

Distante 28 quilômetros da rodoviária central, a Cornucópia ocupa a chácara 230 da rua 10 do Lago Oeste, onde produz 80 entre as mais de cinco mil variedades existentes de pimenta. São todas raras e cultivadas sem agrotóxico, apenas com o adubo natural de cabras leiteiras.

Além da plantação de pimentas, você ainda pode visitar a criação de cabras, patos e galinhas e a fábrica de molhos, temperos e geleias. O convite para o almoço custa R$ 65, com direito a bebida e um brinde da casa. Contato: 9617-9814 ou chefthalitakalix@gmail.com .

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