Brasília-DF,
26/JUN/2019

Chef Ivo Faria estará à frente das caçarolas no Clube de Golfe

Acompanhado de dois ajudantes, o chef mineiro vai servir uma entrada, cinco pratos e uma sobremesa

Diminuir Fonte Aumentar Fonte Imprimir Corrigir Notícia Enviar
Liana Sabo Publicação:02/05/2014 06:11
O prato mais exótico que o chef já preparou foi uma farofa de ovo com tenébrio (uma das fases da larva do besouro) e ervas (Vecchio Sogno/Divulgação)
O prato mais exótico que o chef já preparou foi uma farofa de ovo com tenébrio (uma das fases da larva do besouro) e ervas

O chef mineiro Ivo Faria ganhou renome ao propor, em plena terra dos botequins, um caminho para a gastronomia. De formação francesa, especializou-se na cozinha italiana, que lhe inspirou a abrir o Vecchio Sogno, restaurante mais premiado de Belo Horizonte. Desde 1997, a casa faz parte da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança e é nesta condição que o chef foi convidado a vir a Brasília para participar do projeto O sabor de todos os lugares no Oliver, cujo proprietário, Rodrigo Freire, dirige a associação no Distrito Federal e em Goiás.

Por duas noites, quarta e quinta-feira próximas, Ivo Faria estará à frente das caçarolas no belo endereço do Clube de Golfe, onde já se apresentaram Angela Sicilia, do Famiglia Sicilia, de Belém; e César Santos, do Oficina do Sabor, de Olinda, dentro do mesmo programa.

Acompanhado de dois ajudantes, o chef mineiro vai servir uma entrada, cinco pratos e uma sobremesa — tudo por R$ 140. Reservas são necessárias porque a casa disporá de apenas 80 lugares. Telefone: 3323-5961.

Brûlée de abóbora

Tartare de melancia e manga com camarão ao molho de gengibre abre a degustação, cujo primeiro prato é um laminado de peixe glaçado sobre moquequinha de abóbora com mamão verde e lagostim. Em seguida, Ivo mandará servir um sorbet de limão com alecrim e salada de maçã-verde para limpar o paladar e prepará-lo para o segundo prato, que homenageia as raízes do chef com jiló à pururuca recheado com linguiça mineira e creme de queijo de Minas Gerais.

Imbatível na galinha d’Angola, que vem como ragu, acompanhado de inhoque de ora-pro-nobis, o mestre-cuca mineiro chega ao prato principal que será lombo de cordeiro com vegetais tostados e molho de mel com perfume do oriente. De sobremesa, tortinha de queijo com coulis de goiabada, arroz doce imperial e creme brûlée de abóbora.

Três perguntas Ivo Faria

A última vez que você cozinhou em Brasília, no primeiro aniversário do restaurante Places, em outubro de 2012, o menu foi considerado pela imprensa gastronômica, inclusive esta coluna, o ponto alto do ano. Você não se sente atraído a vir para cá, a exemplo de grifes paulistanas e cariocas?

Brasília é uma praça gastronômica muito interessante, além de ser uma cidade que admiro muito, porém prefiro manter-me dentro do mercado mineiro no qual ainda tenho muito o que explorar.

Depois de cozinhar em diversas capitais do mundo, qual o produto ou prato brasileiro que mais agrada ao estrangeiro?

Tenho um contato muito forte no meio gastronômico, principalmente com chefs da França e Itália, e vejo em cada profissional uma busca constante de conhecer e experimentar novos produtos. No Brasil o interesse pelos produtos da Amazônia vem em primeiro lugar e podemos destacar também a gastronomia mineira, que é muito bem vista, principalmente quando temos a possibilidade de utilizar os produtos da cozinha de quintal.

Qual foi o prato mais exótico que você já fez?

Farofa de ovo com tenébrio (uma das fases da larva do besouro) e ervas.

COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva dos autores.

BARES E RESTAURANTES

CINEMA

TODOS OS FILMES [+]

EVENTOS






OK