Brasília-DF,
20/SET/2021

Dezenove restaurantes participam de festival gastronômico

Rio Bom de Mesa inicia a 11ª edição nesta sexta-feira (16/5)

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Liana Sabo Publicação:16/05/2014 06:11
O austríaco Volkmar Wendlinger será anfitrião de evento que reunirá restaurantes de todo o país (Casa da Suíça/Divulgação)
O austríaco Volkmar Wendlinger será anfitrião de evento que reunirá restaurantes de todo o país

Em tempos de copa, todo o mundo quer fazer seu festival antes que comecem os jogos, porque aí não haverá, no país, público — a não ser para ir aos estádios ou a bares e restaurantes, que estiverem exibindo o campeonato. O Festival Gastronômico Rio Bom de Mesa é um exemplo. Realizado anualmente no fim do primeiro semestre, o evento carioca dá hoje o pontapé inicial de sua 11ª edição, que chegará ao gol no domingo dia 26.

Ele faz parte do calendário oficial do estado do Rio de Janeiro e é promovido pela diretoria regional da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, que tem à frente o austríaco Volkmar Wendlinger, chef-restaurateur da Casa da Suíça.
 
Dezenove restaurantes participam do circuito, que, este ano, tem como tema Alagoas. Desenvolver menus temáticos com o melhor dos ingredientes e receitas típicas alagoanas é o desafio enfrentado pelos chefs, entre eles, dois brasilienses: Francisco Ansiliero, fundador da rede que leva o seu nome e um especialista em pescados, e Wanderson Medeiros, que nasceu em Brasília, mas cresceu e venceu em Maceió, com o restaurante Picuí.

Homenagem a Alagoas

Wanderson preparará um peixe temperado com coentro em pó e sururu (recebe várias lavagens para retirar impurezas) ao molho de leite de coco e água de coco de entrada, e costelinha suína com purê de jerimum, no principal. De sobremesa, sorvete de rapadura paraibana com fios de mel de engenho. Ele cozinhará no restaurante La Sagrada Família.

Ao chef Francisco Ansiliero coube cozinhar na Casa da Suíça, um dos melhores restaurantes do Rio de Janeiro, aberto há mais de 50 anos. Ele estreia hoje um menu que será executado por três noites. De entrada, polvo Jaraguá, em homenagem a um bairro chique da capital alagoana, que consiste no crustáceo grelhado com uma redução de suco de pitanga e aceto balsâmico (R$ 35). O principal é um filé de robalo ao molho de caju, pequi e limão siciliano com arroz cremoso e crocante de castanha-de-caju (R$ 67 — foto). “O sabor do caju alonga o paladar dando ao prato uma perenidade que normalmente o peixe não tem”, explica o chef.

De sobremesa, a tradicional torta de castanha-do-brasil, cuja receita foi criada por Carmélia Ansiliero, mulher de Francisco, quando a família viveu na Amazônia, antes de se fixar em Brasília. Servida com sorvete de creme, a iguaria vai ganhar no Rio o nome de tortinha Marechal (R$ 21), alusivo a outro bairro maceioense que homenageia o Marechal Deodoro da Fonseca, filho da terra.

Quatro estações

Se você for ao Rio durante o festival e ainda não conhece a Casa da Suíça, vale qualquer esforço para comer naquele reduto da alta gastronomia europeia. Eu estive lá  no verão, e me deliciei com o steak tartar que o chef Volkmar prepara na frente do cliente.

“Estamos no outono, nossas temperaturas ainda são elevadas, mas, aos poucos, nos preparamos para o inverno carioca, e o cardápio acompanha essa sutil passagem da estação”, diz o chef. São atrações do menu de outono: caldo de carne à moda de Berna, com língua defumada cortada em pequenos cubos, fio de ovo e salsa picada; e ostras sobre gelo com limão,

O restaurante fica na Glória, Rua Cândido Mendes, 157, e o telefone é o (21) 2252-5182.

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