Brasília-DF,
26/SET/2021

Restaurante 'Le Jardin' abre espaço para a gastronomia oriental

Casa é liderada pela chef Lucia Masuda, que foi o braço direito da primeira sushiwoman de Brasília

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Liana Sabo Publicação:13/06/2014 06:00Atualização:12/06/2014 13:55

 Lucia Masuda comanda o mais novo sushibar da cidade (Andre Zimmerer/Divulgação)
Lucia Masuda comanda o mais novo sushibar da cidade
Pai carnívoro, filho vegetariano. Pai consumidor de comida ocidental, filho fissurado na culinária oriental. Essa dicotomia, que está cada vez mais evidente na vida moderna, serviu de inspiração para que o Le Jardin du Golf dividisse seu aprazível espaço, em meio ao gramado do Clube de Golfe e diante da esplêndida vista do Lago Paranoá e da Ponte JK, com uma operação nipônica.


"Alguns clientes que vêm todos os domingos se queixavam de que não podiam mais ter almoço de família porque os filhos adolescentes só queriam comer sushi", explica o chef-restaurateur Carlos Augusto Veloso, concessionário do restaurante, aberto em 2010. Foi aí que o médico pediatra, dublê de cozinheiro teve a ideia de abrir um japa aproveitando o enorme espaço da casa, que serve comida variada. Ele ergueu uma parede para separar os restôs e encomendou à arquiteta goiana Elisa Veloso o projeto.

Japa autêntico
Aluno de diversos cursos realizados na antiga Oficina de Criatividade Culinária, na Asa Norte, o chef recorreu à diretora Patricia Tegoshi, que lhe indicou alguém do meio: Lucia Masuda foi por muitos anos o braço direito de Miê Hiramatsu, a primeira sushiwoman de Brasília, no restaurante Tayo do hotel Manhattan Plaza. Filha de mãe nissei e pai japonês, a sansei Lucia volta ao balcão depois de ter os seus três filhos criados. "A minha caçula está com 22 anos e, então, eu posso me dedicar integralmente à nova função", disse a sushiwoman.


Com o nome de Kabuki, que em japonês significa teatro, a casa oferece hoje uma atração especial: Taikô de Okinawa, show de dança e tambores japoneses apresentado por um grupo da Vargem Bonita.

Festival
Os pratos quentes vêm da cozinha do Le Jardin, mas a comida fria é preparada no sushibar por Lucia e um ajudante. No cardápio desponta o festival Kabuki com uma sequência de entradas (missoshiru, sunomono, gyoza, harumaki e shimedji na manteiga), sushis (niguris, hosomakis e futomakis), sashimis de salmão, kanikama e peixe branco, temakis e tempuras. O banquete, que sai por R$ 69,90, termina com yakisoba, que pode ser de frango ou de carne e salmão grelhado com legumes.

 

Você recebe uma comanda para marcar os itens que quer, mas, se não comê-los, será cobrada uma taxa de R$ 2 por peça. "Para evitar o desperdício", explica o dono da casa.

 

Além do festival, há um extenso menu, que inclui ainda teppan yakis, empanados, ensopados e robatas, espetinhos grelhados à moda japonesa. As sobremesas — todas elas assinadas pela restauratrice Christine Recch Veloso - são as mesmas do cardápio do Le Jardin, como petit gâteau, profiteroles e brownies. Destaque para o levíssimo suflê de goiabada com calda de queijos (R$ 21) e os sorvetes artesanais exclusivos, como pistache, tapioca e cupuaçu ao chocolate branco. O Kabuki serve almoço e jantar de terça a domingo. Telefone: 3321-2040.

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