Brasília-DF,
23/SET/2017

Do campo para a cozinha: a gastronomia brasiliense está repleta de craques

Marcello Piucco, Marcelo Petrarca e Alexandre Ferreira jogaram no Internacional de Porto Alegre e Esporte Clube Vitória, de Salvador, foram grandes nomes do futebol que ingressaram na gastronomia

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Liana Sabo Publicação:11/07/2014 06:10Atualização:11/07/2014 09:49
Petrarca, Piucco e Ferreira trocaram o gramado pelas panelas 
 (Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press
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Petrarca, Piucco e Ferreira trocaram o gramado pelas panelas
A gastronomia brasiliense está repleta de craques. Desses, há, pelo menos três, que são craques duas vezes. Foram, no passado, exímios artífices de grandes lances com a bola - nos pés ou nas mãos, no caso do goleiro -, e os são agora naquilo que fazem. Dois são gaúchos e compartilham o mesmo nome com uma letrinha de diferença: Marcello Piucco e Marcelo Petrarca. Ambos jogaram no Internacional de Porto Alegre - o primeiro no gol e o segundo, no meio do campo, atacante, como Neymar.

O terceiro, o mais jovem dos três, é brasiliense: Alexandre Ferreira, de 24 anos, até bem pouco tempo (menos de dois anos) ainda jogava no Esporte Clube Vitória, de Salvador, como lateral esquerdo. Para posar para a coluna, Alexandre fez questão de trazer o fouet (batedor para os leigos), utensílio que ele mais usa na arte de misturar chocolate com creme de leite para produzir a ganache - delicioso recheio (ou cobertura) criado em Paris por volta de 1850 para a Pâtisserie Siraudin.

Quando setembro vier, Brasília vai ganhar novo restaurante na 211 Sul. Ficará no Bloco C, em frente ao New Koto, onde funcionou uma loja de artigos esportivos. O ex-atacante do Inter estreia vôo solo comandando também a casa de sua criativa cozinha, que se chamará Marcelo Petrarca. O negócio está sendo viabilizado com a ajuda dos seus irmãos: Daniel, encarregado das finanças, e Carolina, das compras.

Avesso a rótulos, o chef - que já trabalhou na Europa com grandes nomes da mesa -, avisa que o seu projeto é "fazer comida boa". No menu, ele pretende reunir influências diversas, como as que aprendeu na Espanha, com Martin Berasategui, no País Basco, ou na Itália, no restaurante Gracco de Milão.

Dono de uma bagagem contemporânea, com pegada da vanguarda espanhola, o jovem Petrarca (agora com 26 anos) passou por importantes cozinhas antes de trabalhar por conta própria: foi chef do Zuu, de Mara Alcamim; do Grand Cru, no Lago Sul; e do Gazebo, onde ficou por seis meses para rejuvenescer o menu da casa.

Petrarca ainda não definiu os pratos do menu de seu restaurante homônimo, mas uma coisa ele já sabe: "não vai ter parrilla". A referência, de brincadeira, é uma homenagem à especialidade de seu xará e colega de clube, Marcello Piucco, que vai abrir, na segunda quinzena de agosto, o El Negro Lago, na QI 17, do Lago Sul, onde funcionou o Ares do Brasil. Semelhante à matriz da 413 Norte, a nova casa de 120 lugares surgirá depois de uma profunda reforma a cargo da arquiteta Isabel Veiga, que trocou o piso, as paredes e colocou o braseiro na entrada.

Quando a coluna pediu a Piucco para lembrar a posição que defendia no escrete colorado, ele não encontrou dificuldade em arranjar um par de luvas. Tomou-o emprestado de um funcionário, que nas horas vagas bate uma bolinha com os outros colegas no "timezinho El Negro", como definiu o chef gaúcho. E você também joga, perguntei? "Não tenho mais fôlego para isso", respondeu Piucco, do alto de seus 1,90m, e que outrora também se dedicou ao voleibol, como cortador no meio de rede.

Ainda em forma, Alexandre Ferreira se interessou pelo "timezinho" e prometeu comparecer ao treino. Na ocasião, o chocolatier brasiliense levará seus bombons para degustação. "Quem sabe não sairá daí uma parceria?", torce Alexandre, autor dos bombons personalizados Sabores da Copa, coleção que leva o paladar e a bandeira do país representado. Só o Brasil levou dois: pequi e caipirinha.

O Mundial termina domingo, mas os sabores da fábrica de chocolates artesanais podem ser reeditados, comemora Alexandre que, batizou o negócio com o nome da mãe: Aguimar Ferreira, funcionária pública que, acordava às 2h para assar pão de queijo que vendia na repartição para custear as viagens dos filhos atletas. Os gêmeos Alexandre e Fernando até os 16 anos jogaram no Minas Brasília Tênis Clube e no CFZ, antes de o futuro chef-confeiteiro ir para o Gama. Encomendas pelo telefone: 3344-6563.

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