Brasília-DF,
22/SET/2021

Uma história com receitas peruanas de sucesso; Confira a trajetória do Taypá

Fundado em junho de 2010, o restaurante Taypá Sabores del Peru à medida em que amealhava prêmios, ampliava o salão, atualmente com 120 lugares

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Liana Sabo Publicação:01/08/2014 06:10Atualização:31/07/2014 13:37

O ceviche de atum é um clássico no menu do Taypá (Breno Fortes/CB/D.A Press)
O ceviche de atum é um clássico no menu do Taypá
Quando promoveu há quase 10 anos o primeiro festival de comida peruana em Brasília, Ivone Espiñeira - descendente de família portuguesa, proprietária de restaurante de nome alemão, o Bierfass -, sequer imaginava que a experiência iria render um futuro negócio. "Sempre digo que o responsável pelo Taypá é o então embaixador do Peru no Brasil, Hugo de Zella", conta Ivone.

Antes de trocar de posto (agora está em Washington), Zella patrocinou, em 2008, o segundo festival peruano no Bierfass e, desta vez, trouxe o chef Marco Espinoza, de quem se tornou cliente e amigo quando servia em Buenos Aires. Espinoza voltou para a Argentina levando no coração a vontade de expandir sua arte no Brasil. O resto da história todo gourmet já conhece. Fundado em junho de 2010 na QI 17 do Lago Sul, o restaurante Taypá Sabores del Peru à medida em que amealhava prêmios, ampliava o salão, atualmente com 120 lugares.

Braço direito


Em 2013, Espinoza conseguiu levar seus ceviches para o Rio de Janeiro, com o Lima Restobar. Depois veio a sanduicheria El Chalaco e, por último, o Tupac. Ainda este ano, ele abre, em Porto Alegre, o Muju, que na língua quíchua significa semente. Com toda essa responsabilidade nas costas ainda dá para vir a Brasília? "Pelo menos uma vez por mês", avalia o chef. "No Taypá, eu já tinha três cozinheiros de minha confiança, mas agora, além deles, tenho um braço direito", revela o sócio-proprietário do Taypá.

O peruano Carlos Yepez Garcia, de 36 anos, não é um desconhecido. Chegou ao restaurante peruano em 2010, depois de trabalhar com Espinoza em Lima e Buenos Aires. Alegre e rebolativo, o chef é louco pelo ritmo salsa e, se não fosse cozinheiro, seria professor de dança latina. Por isso, ganhou o apelido Rebolation, (com a pronúncia inglesa), nome de uma canção gravada pelo grupo de pagode Parangolé no final de 2009 e que fez muito sucesso.

 

Se não fosse chef, Carlos Yepez seria professor de dança
  (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Se não fosse chef, Carlos Yepez seria professor de dança
 

O retorno de Rebolation

 

Dois anos mais tarde, Rebolation se afasta das caçarolas, mas continua vivendo em Brasília. Recentemente reassumiu a profissão para treinar equipe que fará pratos peruanos no Oliver e há dois dias voltou para a frente dos fogões do Taypá, como número 1, depois de Espinoza, é claro. Os dois cozinharam juntos terça-feira ao preparar, só para convidados, as sete maravilhas da gastronomia peruana apresentadas durante recepção na embaixada por motivo da data nacional.

 

"Estamos trabalhando muito no novo cardápio", adiantou Marco, que está desenvolvendo pratos à base de carne. Para tanto, comprou uma embaladora à vácuo que facilita o processo sous-vide de cocção. Outra novidade são os anticuchos, espetinho de coração bovino grelhado. Com menos pratos, o novo menu traz de volta, a pedido dos clientes, o filé andino com batatas laminadas e pimenta amarela. Entra em cartaz no fim do mês. Telefone: 3248-0403.

 

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