Brasília-DF,
24/JUL/2019

Iguarias portuguesas; conheça a história por trás do Bistrot do Manuel

João Manuel Coelho e a esposa, Yannah, protagonizam a narrativa de sucesso

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Liana Sabo Publicação:22/08/2014 06:10Atualização:21/08/2014 15:19
João Manuel Coelho e a esposa, Yannah, comandam o Bistrot do Manuel (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
João Manuel Coelho e a esposa, Yannah, comandam o Bistrot do Manuel
Realizada anteontem, na Embaixada de Portugal, a segunda edição do evento Sabores das Nações, teve como foco a gastronomia portuguesa. Entre os "encantos lusitanos", como eram anunciadas as iguarias, destaque para o pastel de nata, um must da doçaria típica daquele país. A ponto de a receita original ter sido consagrada como uma das sete maravilhas gastronômicas de Portugal. Semelhante ao espumante fabricado em Champagne, na França, só pode ser chamado pastel de Belém o doce produzido na confeitaria do mesmo nome, próxima ao Mosteiro dos Jerônimos e da Torre de Belém, em Lisboa.

Aqui, porém, todo o mundo nomeia pastel de Belém o folhado recheado de creme de gemas, açúcar e leite, degustado ainda quente e polvilhado com canela. Até mesmo o casal proprietário do Bistrot do Manuel, responsável pelo doce-maravilha na noite lusitana. "Nosso pastel é preparado com ingredientes frescos, sem aditivos nem conservantes, e confeccionado para ser consumido no dia, sem ser submetido a qualquer tipo de congelamento", esclarece João Manuel Coelho, português de Alcobaça, que compartilha o empreendimento com a mulher Yannah, uma mineira de 32 anos, residente em Brasília desde 1994.

Outros doces conventuais

Os dois se conheceram em Fortaleza, "quando estávamos no mesmo dia, na mesma hora e no mesmo lugar de nome predestinado - Praia do Futuro", revela João Manuel, de 55 anos, que fazia pesquisa no Nordeste para um curso de mestrado em antropologia. Instalado numa esquina do Bloco E, Conjunto 1, do Centro de Atividades 5 do Lago Norte, o bistrô funciona desde 2010 quando deixou de ser lanchonete e passou a servir comida por quilo.

Há dois meses, a grife incorporou panificação oferecendo uma extensa lista de pães, como caseiro, amanteigado, de abóbora, australiano, centeio, baguete preta e branca, sovado, pão de linhaça, de aveia e outros. Além do pastel de nata, há brioches, folhados de maçã e pudim do abade de Priscos, receita típica de Braga, que leva toucinho na calda de açúcar e vinho do Porto nas gemas batidas. "Pela complexidade da receita só faço o pudim por encomenda", explica Yannah, que em setembro inaugura balcão de doces conventuais, assim chamados por terem sido herdados dos conventos portugueses.

O bacalhau à lagareiro é feito de maneira tradicional  (Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O bacalhau à lagareiro é feito de maneira tradicional


Sardinha e bacalhau

Neto de lagareiro, no distrito de Leiria, ao norte de Lisboa, João Manuel veste o dólmã em duas únicas ocasiões: para assar sardinha na brasa e para preparar o bacalhau à lagareiro (como manda a tradição: em volta do lagar, que é onde se faz azeite). A sardinha surgiu por acaso, quando num sábado, o dono do bistrô decidiu assá-las no varandão para seu próprio deleite e dos amigos. O aroma cruzou os ares e cercanias (uma delas o shopping Iguatemi) e começou a chegar gente interessada no peixe, que hoje é servido todos os sábados. A sardinha vem de Portugal semanalmente, direto para o restaurante. Sai por R$ 5, a unidade.

Também servido aos sábados, na brasa, o bacalhau reina no bufê de quinta-feira em diversas preparações: à Brás, Gomes de Sá, à portuguesa ou pataniscas (bacalhau empanado) com arroz de tomate. O bufê é servido de segunda a sexta, das 11h30 às 15h, mas a casa abre às 7h30 e vai até às 20h com serviço de café e bar. Aos sábados, funciona das 7h30 às 16h. Telefone: 3536-3221.

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