Brasília-DF,
16/DEZ/2017

Confira a entrevista com Filipa Pato, filha do enólogo portugues Luis Pato

Em sua recente visita a Brasília, Filipa trouxe uma novidade à capital

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Liana Sabo Publicação:19/09/2014 06:10

Filipa Pato aposta na ascensão do vinho branco (Liana Sabo/CB/D.A Press)
Filipa Pato aposta na ascensão do vinho branco
Filha de Luis Pato, um dos mais importantes enólogos portugueses que conseguiu "domar" a difícil uva baga, autóctone da Bairrada, e mulher do melhor sommelier da Bélgica, William Wouters, a também enóloga Filipa Pato costuma dizer que a cozinha de sua casa é mesmo bem movimentada.


Em sua recente visita a Brasília, a convite da importadora Porto, que distribui seus vinhos no Brasil, Filipa trouxe uma novidade: vinho fortificado de Baga feito com aguardente da uva. "Foi a recriação de uma forma de fazer vinhos muito antiga na região do Douro e eu usei barricas que vieram do Porto", explicou a enóloga. O vinho feito em pequena escala, apenas 600 a 800 garrafas, ainda não está no mercado.

Entrevista/Filipa Pato

Na França importantes vinhedos foram duramente afetados por chuva de granizo. Em Portugal, houve algum prejuízo?

Nós tivemos também chuva de granizo há dois meses, mas foi numa faixa localizada. Caiu apenas na vinha Bairrosa, um vinhedo de meu pai.

Ano passado eu estive no Noma, restaurante dinamarquês considerado o melhor do mundo. Das 10 taças que compuseram o meu menu, nove foram de vinho branco. Você acha que é um modismo?

Não. A questão dos brancos é simples: para conjugar a cozinha de vanguarda nórdica, o branco é mais indicado. Em menus com muito peixe e pratos agridoces, espumantes e vinho branco harmonizam melhor do que o tinto. Nós vamos começar a vender para a Dinamarca. Em Londres, nossos vinhos estão em 32 restaurantes cotados pelo Guia Michelin. Na Alemanha, Holanda e Bélgica há cada vez mais sensibilidade para os brancos. Eles são mais encaixados na gastronomia.

Você está apostando em vinhos com menos madeira?

Sim, eu uso cada vez menos madeira. Fazemos vinhos autênticos sem maquiagem, porque quando as uvas são boas não precisa de maquiagem. Este é o nosso conceito. Usamos madeira muito antiga e, ano passado, iniciamos a vinificação da baga em ânfora de barro, o que deu um resultado bastante interessante. Por ser a Bairrada uma região de argila, uma uva criada no barro e que tem bastante taninos, quando vinificada também no barro, fica mais macia, porque a porosidade do barro é maior do que na madeira.

Seria uma nova tendência do vinho?

Meu pai ficou surpreso com o resultado. Ele nunca pensou que seria tão interessante dá uma pureza de fruta e uma pureza de taninos que é impressionante.

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