Brasília-DF,
18/DEZ/2017

Conheça a trajetória de alguns dos principais bartenders da cidade

Del Silva, Javier Bazan e Victor Quaranta trocam o dia pela vida noturna sem deixar de lado o prazer de servir

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Sara Campos - Enviada Especial Publicação:10/10/2014 16:47Atualização:10/10/2014 17:10
As bebidas Smurf (E), Dry Martini e Blueberry Ice Tea fazem sucesso no Paradiso Cine Bar, Dudu Bar e Jazzy Club, respectivamente (Rômulo Juracy/CB/D.A Press, TatianaRehbein/Divulgação, Marcelo Ferreira/CB/D.A Press, )
As bebidas Smurf (E), Dry Martini e Blueberry Ice Tea fazem sucesso no Paradiso Cine Bar, Dudu Bar e Jazzy Club, respectivamente

Uma mistura de frutas e bebidas à base de álcool. As infinitas combinações podem resultar em sabores agradáveis ao paladar de muitos brasilienses. Com a coqueteleira em mãos, ele faz a mistura que não se contenta apenas em ser servida de forma solitária, mas que é escoltada por itens que garantem uma boa apresentação.

Graças a valorização crescente destes profissionais, a coquetelaria tem vivido uma fase de expansão na cidade. Drinques criativos têm ganhado cada vez mais espaço nos bares e restaurantes brasilienses. “Nos Estados Unidos quase 50% dos primeiros empregos estão na área de bares ou restaurantes. Aqui no Brasil essas oportunidades chegam a 40%. Atualmente é uma porta de entrada, mas queremos que não se limite a isso e se torne uma opção de carreira a ser seguida com orgulho”, ressalta Rodrigo Freire, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-DF), que estima que a cidade conta atualmente com 5 mil profissionais da área em atuação.

O Divirta-se Mais entrevistou três nomes expressivos da coquetelaria e revela a trajetória daqueles que por muitas vezes podem ser anôninos entre os apreciadores de bons drinques. Conheça a trajetória desses profissionais que trocam o dia pela vida noturna sem deixar de lado o prazer de servir.

Del Silva, do Dudu Bar

Del Silva, do Dudu Bar (Antonio Cunha/CB/D.A Press)
Del Silva, do Dudu Bar

As casas noturnas foram a porta de entrada do barman Del Silva, do Dudu Bar. Drinques clássicos eram executados por ele em casas noturnas famosas como as extintas Nix e Filó Club. Ao entrar na rede Dudu Camargo, há 7 anos, Del começou a se especializar no mundo dos drinques. Atualmente a ampla carta do bar conta com 60 opções, o que inclui 80% de criações assinadas por Del. “Aproveitei para fazer releituras de drinques bem aceitos pelo público. É o caso do Martini, que tem 18 variações”, ressaltou.

Um dos drinques mais pedidos é o martini de maçã verde, essência de maçã, vodka, proseco e vermute (R$ 27,40) e a caipiroska de maracujá, tangerina e essência de cranberry (R$ 24,90). Maranhense da cidade de Pedreiras, Del chegou em Brasília há 18 anos. Ele ressalta que a profissão exige uma quebra de preconceitos e constante superação.

“O barman é um tipo de químico que nunca pode parar. Ele tem que estar se reciclando e pesquisando. Eu mesmo tenho sempre o que aprender”. O amor pela profissão também é ingrediente que não pode faltar para um aspirante a barman. “É um trabalho muito prazeroso. Servir um cliente e ver a emoção após provar as bebidas não tem preço”.

Javier Bazan, do  Jazzy Club

Javier Bazan, do Jazzy Club ( Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Javier Bazan, do Jazzy Club

O peruano Adan Avanto não imaginava que o neto, Javier Bazan, se tornaria um dos mais conhecidos barmen de Brasília. Dono de um bar no Peru, Adan preparava os drinques diante do olhar atento de Javier. “Apenas observava meu avô preparando os drinques, mas não imaginava que futuramente esssa seria a minha profissão”, afirma o profissional.O então futuro barman começaria a entrar no mundo da coquetelaria depois de largar a faculdade de desenho industrial por falta de condições financeiras. “Como não tinha dinheiro para continuar estudando, fui para a Argentina trabalhar em bares e restaurantes”, relembra.

Foi na capital portenha que Javier se aprimorou. Amigo de infância do chef Marco Espinoza, do restaurante Taypá, Javier chegou no Brasil em julho de 2010. Na época foi responsável por elaborar a carta de drinques da casa peruana, onde permaneceu por três anos. Depois da experiência, trabalhou no bar Balcony 412 e agora é responsável pelos drinques do badalado Jazzy Club. Entre suas marcas, está a inclusão do pisco na carta de bebidas. “Os brasileiros conhecem pouco o pisco e como sou peruano é uma bebida que não poderia faltar”, ressalta Bazan.

A bebida andina integra os ingredientes do mojito de pisco, que leva maracujá, hortelã e soda (R$ 15). Bazan é categórico ao falar o que faz um bom barman. “É preciso ser flexível e estar aberto a ouvir. Ter a mente aberta”, conclui.

Victor Quaranta, do Paradiso Cine Bar

Victor Quaranta, consultor do Paradiso Cine Bar (Iano Andrade/CB/D.A Press)
Victor Quaranta, consultor do Paradiso Cine Bar

Como um primeiro emprego, Victor Quaranta começou a trabalhar em um bar aos 18 anos. A alquimia de sabores começou no extinto bar El Bucanero, na 403 sul, atual Dolce e Bacana. “Foi lá que aprendi a preparar os drinques clássicos como piña colada, bloody mary e apple martini. Isso é essencial para qualquer barman”, ressalta. Após uma temporada trabalhando como produtor cultural, Victor decidiu ingressar na faculdade de gastronomia. A cozinha molecular encantou o aspirante a gastrônomo e influenciaria sua área de atuação. Concluída a graduação, fez um curso de mixologia no Rio de Janeiro, com Marco de la Rocha. A prática com bebidas moleculares começaria com apoio do chef Fernando Abdala, da Cookers Cozinha Criativa.

“Aprendi o básico no Rio de Janeiro, mas não conseguia aplicar o conhecimento. O Fernando foi quem realmente me ensinou a colocá-lo em prática e a encontrar soluções para certos desafios na hora de elaborar um drinque”, ressalta Quaranta, que assina bebidas de bares famosos da cidade como o Paradiso Cine Bar - como o smurfs: trio de shots com curaçau blue e rum finalizados com suspiro (R$ 17) e o piratas do caribe (R$20), versão de mojito servido com caviar molecular de menta, rum branco, água com gás e suco de limão. O amor de Quaranta pela cidade o tem movido a buscar novos sabores de drinques moleculares.

“Tenho orgulho por não ter desistido de Brasília. Quando comecei a atuar na área as pessoas sempre me incentivaram a seguir carreira em outras cidades do mundo”, ressalta o barman que garante novidades em breve. “Tenho um carinho muito grande pelo nosso cerrado. Quero aliar as técnicas estrangeiras aos ingredientes que produzimos em nosso bioma”, planeja.

Saiba onde encontrar

Dudu Bar
(303 Sul, Bloco A, loja 3; telefone 3323-8082), aberto de segunda a quinta, das 12h às 15h e 18h até 0h. Sexta e sábado, das 12h às 2h. Domingo, das 12h às 17h.

Jazzy Club
(413 Sul, bloco A, loja 36; telefone 3536-0691), aberto terça, das 18h até 0h. Quarta a sábado, das 18h às 2h.

Paradiso Cine Bar
(306 sul, Bloco B, loja 4; telefone 3526-8072), aberto de segunda a quinta, das 18h até 1h. Sexta e sábado, das 18h até 2h.

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